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FAO: produção global de alimentos se expande, mas queda de importação preocupa

Um homem do Oriente Médio examina produtos alimentícios em um corredor de supermercado enquanto faz compras com uma cesta vermelha.
PMA/ Ali Jadallah FAO indica um provável aumento na produção dos alimentos básicos

FAO: produção global de alimentos se expande, mas queda de importação preocupa

ODS

Novo relatório mostra que quadro é sinal vermelho especialmente aos países mais vulneráveis; preços globais aumentam puxados por frutas, vegetais, açúcar e derivados do leite, segundo relatório Panorama da Alimentação.

O declínio no volume das importações de alimentos está preocupando a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO. Em seu relatório bianual, a Divisão de Comércio e Mercados da agência alerta para uma queda no poder de compra.

A preocupação aumentou com a baixa nos preços internacionais para um número de itens de alimentação básicos, o que ainda não se materializou nas prateleiras do varejo doméstico.

Economias avançadas

No relatório “Panorama da Alimentação”. A FAO estima que a conta global dos alimentos subirá para US$ 1,98 trilhão este ano. O montante representa 1,5% se comparado a 2022. A alta foi de 11% em 2022 e de 18% em 2021.

Uma mãe e seu filho pequeno escolhem frutas na seção de hortifrúti de um supermercado no Cazaquistão.
© UNICEF/Zhanara Karimova Alta de preços pode levar a revoltas e protestos e aumentar os desafios financeiros

À medida que as importações de alimentos das economias avançadas aumentam, a conta de importação para o grupo dos Países Menos Desenvolvidos deve cair 1,5% este ano. Já os Países em Desenvolvimento Importadores Líquidos de Alimentos, Nifdcs na sigla em inglês, devem ter uma redução de 4,9%.

O relatório da FAO indica um provável aumento na produção dos alimentos básicos. E enquanto a desvalorização do dólar durante a crise global de alimentos em 2007 e 2008 ajudou aos exportadores de alimentos, o efeito reverso tem sido visto nos últimos anos. O preço global do milho, por exemplo, caiu 10,2% entre abril e setembro do ano passado, mas nos países importadores líquidos, a queda ficou em 4,8% em média.

Intervenções bem pensadas

Para o economista sênior da FAO, El Mamoun Amrouk, esse fato ressalta a importância de intervenções bem pensadas para combater a inflação.

Ele lembra que o aumento de preços pode levar a revoltas e protestos e aumentar os desafios financeiros, minando esforços para lutar contra a pobreza e a insegurança alimentar eliminando conquistas adquiridas até agora.