Unicef apela por US$ 10,3 bilhões para fundo de emergência de apoio a crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância lançou, nesta segunda-feira, em Genebra e Nova Iorque, um apelo de US$ 10,3 bilhões para crianças que vivem em crises humanitárias no mundo.
© UNICEF/Aleksey Filippov
O Fundo das Nações Unidas para a Infância lançou, nesta segunda-feira, em Genebra e Nova Iorque, um apelo de US$ 10,3 bilhões para crianças que vivem em crises humanitárias no mundo.

Unicef apela por US$ 10,3 bilhões para fundo de emergência de apoio a crianças

Ajuda humanitária

Dinheiro deve apoiar programas essenciais para mais de 110 milhões de menores, em 155 países e territórios no próximo ano, afetados por conflitos, catástrofes e crises climáticas pelo globo.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância lançou, nesta segunda-feira, em Genebra e Nova Iorque, um apelo de US$ 10,3 bilhões para crianças que vivem em crises humanitárias no mundo.

Além dos efeitos da pandemia de Covid-19 e o aumento de ameaças geradas pela crise climáticas, o apelo deve beneficiar menores vítimas de conflitos, guerra e catástrofes.

A diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell disse que hoje existem mais menores em crises humanitárias do que em qualquer outro momento na história.
ONU/Eskinder Debebe
A diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell disse que hoje existem mais menores em crises humanitárias do que em qualquer outro momento na história.

Cheias no Paquistão, guerra na Ucrânia

A quantia deve alcançar mais de 173 milhões de pessoas incluindo 110 milhões de crianças.

A diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell disse que hoje existem mais menores em crises humanitárias do que em qualquer outro momento na história.

Elas são vítimas de doenças, altos níveis de má nutrição e violência.

Este ano, por exemplo, começou com 274 milhões de pessoas precisando de assistência e proteção. Mas com o passar do tempo e a Guerra na Ucrânia, a demanda aumentou drasticamente, devido à insegurança alimentar, ameaças de fome e emergência do clima incluindo cheias arrasadoras no Paquistão.

Em outras partes do mundo, surtos de cólera e outras doenças infecciosas como sarampo colocam as crianças sob risco. Os efeitos da pandemia, da instabilidade e crise econômica, além do aumento do preço dos combustíveis e alimentos estão arrasando milhões de pessoas e mais particularmente as crianças vulneráveis.

Quase 37 milhões de crianças estão deslocadas internamente devido a uma série de conflitos. É o maior número de deslocamento infantil desde a Segunda Guerra Mundial.
OIM/Claudia Rosel
Quase 37 milhões de crianças estão deslocadas internamente devido a uma série de conflitos. É o maior número de deslocamento infantil desde a Segunda Guerra Mundial.

Maior número de menores deslocados desde a Segunda Guerra Mundial

A mudança climática tem piorado a escala e intensidade das emergências. Os últimos 10 anos foram os mais quentes e o número de desastres relacionados ao clima triplicou nos últimos 30 anos.

Hoje, 400 milhões de crianças vivem em áreas com alta escassez ou extrema escassez de água. E muitos menores estão cruzando fronteiras em números recordes, com família ou desacompanhados, para fugir de conflitos.

Quase 37 milhões de crianças estão deslocadas internamente devido a uma série de conflitos. É o maior número de deslocamento infantil desde a Segunda Guerra Mundial.

O Ação Humanitária para Crianças, que organiza o apelo do Unicef, quer alcançar 8,2 milhões de menores com tratamento para má nutrição aguda severa, no próximo ano. O apelo inclui vacinação de 28 milhões de menores contra o sarampo e o fornecimento de água potável para 63,7 milhões de crianças.

O Unicef lembra que os impactos da mudança climática afetam em cheio as crianças e por isso é preciso priorizar a construção de resiliência climática na resposta humanitária preparando crianças e comunidades para enfrentar a crise.
© PMA/Hussam Al Saleh
O Unicef lembra que os impactos da mudança climática afetam em cheio as crianças e por isso é preciso priorizar a construção de resiliência climática na resposta humanitária preparando crianças e comunidades para enfrentar a crise.

Afeganistão, República Democrática do Congo e Síria

Uma outra parte da iniciativa é cuidar de 23,5 milhões de crianças e adolescentes com problemas mentais, oferecendo suporte de saúde e psicossocial. Mais de 32 milhões de pessoas devem contar também com canais acessíveis para reportar casos de exploração e abuso sexuais. E 16,2 milhões de crianças e mulheres terão, como parte do apelo, ações para prevenir, responder e mitigar riscos de violência de gênero. O apelo inclui projetos de educação formal e informal de 25,7 milhões de crianças também no pré-escolar. As áreas e países beneficiados serão: Afeganistão, Ucrânia e a Resposta a Refugiados, Crise de Refugiados da Síria, República Democrática do Congo e Etiópia.

O Unicef lembra que os impactos da mudança climática afetam em cheio as crianças e por isso é preciso priorizar a construção de resiliência climática na resposta humanitária preparando crianças e comunidades para enfrentar a crise.