Moçambique: rastreio domiciliar mantém famílias livres da malária
BR

11 agosto 2022

País africano viu queda anual a partir de 2020 quando notificou 11,3 milhões de casos; no ano passado, foram 10,6 milhões; Moçambique figura entre os quatro primeiros de 11 países considerados com maior incidência da malária no mundo. 

Em Moçambique mais de 400 famílias estão incluídas no projeto de rastreio domiciliar contra a malária. Nesses lares estão as mosqueteiras tratadas com inseticida são convencionalmente utilizadas ​para o controle da doença também conhecida como paludismo.

Colocar redes tratadas em portas e janelas provou ser uma alternativa à pulverização residual interna e reduz a dependência de inseticidas químicos.

Mãe e bebê na Beira, em Moçambique, recebem tratamento contra malária
Foto: Unicef/UN0303710/Oatway
Mãe e bebê na Beira, em Moçambique, recebem tratamento contra malária

Redes nas portas e janelas

Algumas famílias consideram a iniciativa, um contributo valioso no controle de vetores da malária. Na localidade de Matuba, no distrito de Chóckwe na província de Gaza, já há relatos do sucesso da implementação da iniciativa.    

Stefina Mocuvele, 62 anos, lembra que antes de colocarem as redes nas portas e janelas, na época do surto da malária, os netos estavam sempre doentes. Ela lembra que tinha que percorrer cerca de 10 km para acompanhar o neto de seis anos ao hospital. 

O sucesso no controle da malária em Moçambique conta com a intervenção da comunidade científica que desenvolveu uma nova vacina em 2021. As campanhas direcionadas também contribuem para a redução dos casos da malária.

Um trabalhador borrifa inseticida nas superfícies de um abrigo para controlar a propagação de mosquitos e diminuir o risco de malária
Unicef/Bagla
Um trabalhador borrifa inseticida nas superfícies de um abrigo para controlar a propagação de mosquitos e diminuir o risco de malária

Desafios e aceitação

Moçambique viu uma queda anual de 11% nos casos a partir de 2020 (mais de 11,3 milhões) para 2021 (10,6 milhões). Apesar dos esforços do governo e parceiros, o país continua entre os quatro primeiros de 11 nações consideradas com maior incidência da malária.

Persistem desafios no uso correto de redes mosqueteiras e aceitação pela população na pulverização residual interna.    

Dados do relatório global da OMS indicam que cerca de 95% dos estimados 228 milhões de casos relacionados à malária e 600 mil mortes registradas em 2021 ocorreram na região africana.  O relatório indica que 55% de todos os casos e 50% das mortes em todo o mundo são apenas de seis países da África, incluindo Moçambique.

 

De Maputo para ONU News, Ouri Pota

 

 

 

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