Guterres visita Japão no aniversário do ataque nuclear a Hiroshima
BR

2 agosto 2022

Secretário-geral da ONU participará de Cerimônia Memorial da Paz, em 6 de agosto, quando a cidade foi atacada com uma bomba atômica, em 1945; em reunião sobre Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, ele afirmou que o mundo está a “um erro de cálculo da aniquilação nuclear”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, viajará ao Japão para a Cerimônia Memorial da Paz, que acontece anualmente em Hiroshima, neste 6 de agosto.

A data marca o aniversário do ataque nuclear à cidade, em 1945. O evento lembra as vítimas do bombardeiro e renova os desejos de paz no mundo.

Hiroshima, ao lado de Nagasaki, foi alvo de um ataque com bomba atômica há 75 anos, no final da Segunda Guerra Mundial.
Foto ONU/Yoshito Matsushige
Hiroshima, ao lado de Nagasaki, foi alvo de um ataque com bomba atômica há 75 anos, no final da Segunda Guerra Mundial.

Fim das armas nucleares

Guterres também deverá homenagear todas as vítimas da Segunda Guerra Mundial e reforçar seu pedido aos líderes mundiais para que eliminem seus estoques de armas nucleares.

Este ano, a celebração acontece junto à 10ª. Conferência de Revisão das Partes do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, que tem lugar em Nova Iorque. 

Na abertura do evento, o secretário-geral afirmou que o mundo está a “um erro de cálculo da aniquilação nuclear”.

Guterres acredita que a conferência acontece em um momento crucial para a paz e segurança coletivas e, por isso, faz questão de ir a Hiroshima, no Japão, para levar essa mensagem. 

Em sua visita à Asia, o chefe da ONU também deve passar pela Mongólia. 

Ataques

Mais de 200 mil pessoas morreram por conta da radiação nuclear, ondas de choque das explosões e radiação térmica resultantes do bombardeio a Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e a Nagasaki três dias depois.

Além disso, mais de 400 mil pessoas morreram, e seguem morrendo, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, por causa dos impactos de ambas as bombas atômicas. 

Os sobreviventes dos ataques, chamados hibakusha, também são homenageados anualmente e representam a memória viva pelo fim das armas nucleares.
 

 

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