Ainda é possível acabar com a Aids até 2030, diz ONU
BR

1 dezembro 2021

Em Dia Mundial de Combate à epidemia, secretário-geral enfatiza que é crucial liderança contra o estigma e garantir um acesso igualitário aos cuidados de saúde; cerca de 38 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo.

Em mensagem sobre o Dia Mundial de Combate à Aids, marcado este 1º de dezembro, o secretário-geral António Guterres ressalta que ainda é possível acabar com a epidemia até 2030. 

No entanto, o líder das Nações Unidas ressalta que é preciso promover ações mais intensas e mais solidariedade para atingir este propósito. Até 2020, estima-se que 38 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo.

Plano

A organização estima que pelo menos 2,78 milhões de soropositivos são crianças e adolescentes de até 19 anos.

Chegada do terceiro ano da pandemia e da quinta década da Aids ressalta a necessidade de se assegurar o direito à saúde
Foto: Aliança da Saúde Pública / Ucrânia
Chegada do terceiro ano da pandemia e da quinta década da Aids ressalta a necessidade de se assegurar o direito à saúde

 

Guterres destacou que este ano o destaque vai para a atenção em desigualdades que impulsionam o HIV/Aids. Um novo plano foi adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para acelerar o progresso, incluindo novas metas para 2025.

Ele defende ação coletiva contra a doença e que seja criada resiliência a futuras pandemias. Esse tipo de atuação envolve aproveitar a liderança das comunidades para impulsionar a mudança, combatendo o estigma e eliminando leis, políticas e práticas discriminatórias e punitivas.

O secretário-geral pede ainda o fim de barreiras financeiras aos cuidados de saúde e mais investimento em serviços públicos para alcançar a cobertura universal com garantia de igualdade no acesso à prevenção, aos testes, ao tratamento e aos cuidados, incluindo vacinações e serviços contra a Covid-19.

Tempo

A diretora-executiva do Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Aids lembrou que a cada minuto uma morte ocorre por causa da doença e que não há tempo a perder.

A diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima.
Foto: ONU/Amanda Voisard
A diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima.

 

Winnie Byanyima apela para urgência de líderes mundiais em favor de uma atuação conjunta para enfrentar os desafios a ela associados com coragem, combinando palavras com ações.

As novas metas 95-95-95 refletem percentagens de pessoas vivendo com HIV conhecendo o estado sorológico, informadas do diagnóstico e recebendo terapia antirretroviral ou que alcancem a supressão viral sendo tratadas.

Para o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, a chegada do terceiro ano da pandemia e da quinta década da Aids ressalta a necessidade de se assegurar o direito à saúde e a outros princípios fundamentais. 

A agência pede atenção especial às pessoas vivendo com a doença, que corram risco ou estejam afetadas.

Novas infecções 

Menores de 15 anos representam 5% de todas as pessoas soropositivas, um décimo de novas infecções e 15% das mortes relacionadas à Aids em todo o mundo. 

Mulher recebe medicamento para HIV para seu recém-nascido
Unicef/Frank Dejongh
Mulher recebe medicamento para HIV para seu recém-nascido

 

Mais de 160 mil crianças foram infectadas no ano passado, um total que está mais de oito vezes acima do limite de 20 mil novas infecções que eram esperadas para essa faixa etária.

Com a pandemia, vários países sofreram interrupções em serviços de prevenção, teste e tratamento. 
O acesso limitado à saúde materno-infantil e cuidados de acompanhamento foram afetados e falharam estoques de insumos essenciais. 

No mesmo ano houve cerca de 310 mil crianças e adolescentes infectados pelo vírus. Pelo menos 120 mil menores morreram de causas relacionadas à doença causada pelo HIV. 

 

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