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Tema do Dia Mundial da Diabetes enfatiza acesso ao tratamento para todos BR

Uma pessoa segura um medidor de glicose no sangue FreeStyle Optium, que mostra uma leitura de 84, enquanto uma mulher de camisa rosa observa.
Opas/Sebastián Oliel Diabetes: um teste de glicose no sangue é usado para verificar o nível de açúcar no sangue

Tema do Dia Mundial da Diabetes enfatiza acesso ao tratamento para todos

Saúde

Cerca de 460 milhões de pessoas vivem com a doença, mas nem todos precisam da insulina para sobreviver; índices aumentam mais rapidamente em países de rendas baixa e média; sem tratamento, diabetes pode levar à cegueira, amputações e até morte.

As Nações Unidas marcam neste 14 de novembro o Dia Mundial da Diabetes. A doença é a maior causa de cegueira, falha renal, ataques cardíacos, derrame e amputações.

De 1980 a 2014, o número de pessoas com diabetes dobrou para 422 milhões chegando a 8,5%  da população mundial. Nos países de rendas baixa e média, a prevalência é mais rápida que em nações desenvolvidas. 

Uma mão enluvada cuida de um ferimento no dedo de um paciente enquanto outra mão enluvada segura um glicosímetro.
OMS África Participantes também analisam o combate à Covid-19 e outras doenças transmissíveis

Tabaco

Hoje, o total de pessoas nessas condições é de mais de 460 milhões, mas nem todos precisam da insulina para sobreviver.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lembra que uma dieta saudável, atividades físicas e não utilização de tabaco ajudam a prevenir a diabetes do tipo 2.

A ONU News ouviu o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, o médico João Fernando Monteiro Ferreira. Ele explicou que muitos não sabem que têm a doença.

“Então nesse dia, seja um multiplicador da mensagem de saúde. Em termos de que você, seus amigos e familiares façam a busca ativa do diagnóstico de diabetes que é muito simples. Por uma dosagem de glicemia no sangue. E mensagens de hábitos de vida saudáveis que levam à prevenção do aparecimento da doença e ao controle da doença. Com uma dieta saudável, atividade física regular e evitando-se obesidade.”

O médico afirma que, no Brasil, pelo menos mais de 7,5% da população é diabética. E boa parte desconhece o próprio status. 

Risco

A doença também pode ser tratada com exames regulares, medicação adequada e outros cuidados. O tema deste ano até 2023 é o acesso ao tratamento da diabetes. Milhões de pessoas no mundo seguem desprovidas de recursos para controlar a doença, mesmo 100 anos após a descoberta da insulina.

A OMS afirma que a insulina é uma oportunidade única de promover mudanças para mais de 460 milhões de pessoas com diabetes. Todos os anos, milhões correm o risco de desenvolver a doença. 

Uma pessoa com uma perna protética está sentada em uma cama de hospital, com uma úlcera diabética visível na outra perna.
OMS / Andrew Esiebo / Panos Pictures Paciente da Nigéria teve seu pé amputada devido a complicações causadas por diabetes

Concentração

Em 2007, a Assembleia Geral aprovou uma resolução determinando 14 de novembro o Dia Mundial da Diabetes. O texto pede aos países que promovam prevenção e cuidados para quem já vive com a doença.

Uma enfermidade crônica, a diabetes ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente, ou quando o corpo não consegue utilizar a substância de forma eficiente. A partir daí, forma-se uma concentração de glicose no sangue conhecida como hiperglicemia.

O tipo 1 de diabetes, antes conhecido é caracterizado pela falta de produção de insulina.

Uma mulher usando um hijab roxo e uma camisa azul está preparando uma injeção de insulina com uma seringa em frente a uma parede de blocos de concreto.
WHO/T. Habjouqa Raghad vive em campo de refugiados na Jordânia e tem diabetes tipo 1.

Gravidez

Já o tipo 2 é causado pela deficiência do corpo de produzir a insulina, o que geralmente resulta de excesso de peso e falta de atividades físicas. Também existe a diabetes na gravidez.

A cada cinco segundos, uma pessoa desenvolve a doença. E a cada 10, um ser humano morre de diabetes. A cada 30 segundos, no mundo, ocorre uma amputação devido à doença.

Somente entre 2000 e 2016, houve um crescimento de 5% em mortes prematuras por diabetes.
Em 2019, a doença era a nona maior causa de morte com 1,5 milhão de óbitos por diabetes.