Covid-19: OMS lança recomendações sobre certificados digitais
BR

31 agosto 2021

Agência da ONU destaca que pessoas sem smartphones ou computador não podem ser deixadas de lado;  Organização Mundial da Saúde é contra a exigência de provas de que a pessoa foi vacinada para para poder viajar. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, está divulgando orientações sobre os certificados digitais da Covid-19. Neste tipo de arquivo eletrônico, podem ser registradas várias informações: se a pessoa já teve a doença e há quanto tempo se recuperou; se o resultado de um teste de Covid-19 foi negativo ou se a pessoa já foi vacinada contra o coronavírus.

Segundo a OMS, certificados de vacinação não são algo novo e os documentos digitais podem ser utilizados da mesma maneira do que os registros em papel. A agência destaca que as cadernetas de vacinação de papel podem ser danificadas, perdidas e existe maior risco de fraude. 

OMS lembra que pessoas sem smartphones não podem ser excluídas
ONU News/ Elizabeth Scaffidi
OMS lembra que pessoas sem smartphones não podem ser excluídas

Evitar a exclusão digital 

Ao mesmo tempo, a agência defende que os certificados digitais não podem excluir as pessoas que não têm um smartphone ou um computador. 

A sugestão da OMS é a criação de um elo entre as opções de papel e eletrônica, com um código de barras impresso na caderneta de vacinação, por exemplo. 

Além disso, a agência deixa claro que não apoia a exigência de uma prova de vacinação contra a Covid-19 para as pessoas que vão viajar. 

Duas jovens aguardam para serem vacinadas em Cabo Verde
UN Cabo Verde
Duas jovens aguardam para serem vacinadas em Cabo Verde

Turismo 

Em algumas situações, a OMS considera ser necessário que países obtenham informações sobre a vacinação, para evitar que os viajantes tenham que fazer quarentena ou um teste de Covid na chegada ao país. 

Mas para a OMS, este não deve ser o objetivo principal dos certificados digitais de vacinação da Covid-19. A agência lançou um guia para os países sobre recomendações técnicas para a emissão desses documentos eletrônicos. 

Segundo a OMS, os Estados-membros precisam ser flexíveis e encontrar uma solução que leve em conta as necessidades diversas dos cidadãos ao redor do mundo. O conteúdo do guia é útil tanto para os países que já disponibilizam os certificados digitais, quanto para as nações que estão desenvolvendo esse tipo de sistema. 

Assista também a este trecho da entrevista com a vice-diretora de Vacinação da OMS, Mariângela Simão:

 

 

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