A ultramaratonista brasileira Fernanda Maciel participa da campanha #TheHumanRace

Campanha global pede 100 minutos de atividade para impulsionar ação climática BR

Jordi Saragossa
A ultramaratonista brasileira Fernanda Maciel participa da campanha #TheHumanRace

Campanha global pede 100 minutos de atividade para impulsionar ação climática

ODS

Em #ACorridaHumana, cada minuto corresponde a US$ 1 bilhão necessários por ano para mitigação e adaptação; mobilização apoia os mais afetados pelo fenômeno; ultramaratonista brasileira Fernanda Maciel apoia iniciativa que acontece três meses antes da COP-26. 

As Nações Unidas anunciaram esta segunda-feira a campanha #TheHumanRace, ou #ACorridaHumana, em tradução livre, em favor da ação climática. A ideia é impulsionar a solidariedade a pessoas vivendo em países mais expostos a desastres. 

A organização revelou que o movimento pretende apoiar os mais afetados pelas mudanças climáticas e deve culminar na semana do Dia Mundial Humanitário, em 19 de agosto. O lançamento acontece duas semanas antes de se entrar em ação. 

Ultramaratonista brasileira Fernanda Maciel apoia campanha global pela ação climática

Fernanda Maciel  

O Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, destaca que na corrida contra a crise climática “ninguém deve ficar para trás, inclusive os que já enfrentam crises humanitárias”. 

Entre as figuras de esporte participando na iniciativa está a ultramaratonista brasileira Fernanda Maciel. A advogada e ativista pelo clima e meio ambiente foi a primeira mulher a subir todo o monte Aconcágua, na Argentina. 

A brasileira expressou ânimo por correr para o que chama objetivo mais importante da vida: “salvar o planeta e as pessoas que nele vivem”.  

Ela realça que se as pessoas correm todos os dias para elas mesmas, “por que não concorrer a algo maior?” Maciel defende como razão para que todos se juntem a esta campanha a necessidade de compaixão, destacando que “é hora de corrermos juntos.” 

A ONU ressalta que a emergência climática está causando danos em todo o mundo “em uma escala que as pessoas e as organizações humanitárias na linha de frente não conseguem administrar”. 

Fernanda Maciel também é advogada e ativista pelo clima e meio ambiente
Damiano Levati
Fernanda Maciel também é advogada e ativista pelo clima e meio ambiente

Parcerias  

A organização aponta a ocorrência de fenômenos como secas, ondas de calor, incêndios florestais violentos e inundações horríveis que “estão destruindo a vida de milhões de pessoas.” 

Mais do que isso, aumentam testemunhos dos que perderam casas, meios de subsistência e vidas como “apenas um vislumbre do que vem pela frente”, se não houver ação sobre as mudanças climáticas” para as quais “o tempo está se esgotando.” 

A ideia é que os participantes pratiquem atividades como correr, cavalgar, nadar, caminhar ou outra atividade à escolha por um total de 100 minutos entre 16 e 31 de agosto.    

Emergência climática está causando danos em todo o mundo
Ocha/ Danielle Parry
Emergência climática está causando danos em todo o mundo

 

Os organizadores ressaltam que se o participante que não puder alcançar o tempo de atividade física, tem por opção se inscrever para apoiar o apelo no microsite da campanha. Outra meta é levar a mensagem aos líderes mundiais na Cúpula do Clima, COP-26, em novembro. 

A parceria junta outras agências da organização, ONGs, a Cruz Vermelha e ativistas do clima no aplicativo de exercícios Strava. 

Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, a emergência climática é uma corrida que o mundo está perdendo, mas é possível vencer. O chefe da ONU incentiva a apertar os tênis e “vencer a corrida climática para todos nós.” 

Desafio  

O diretor gerente da Strava, Michael Horvat, disse haver mais de 88 milhões de atletas em 195 países usuários com potencial de “encontrar soluções para alguns dos problemas mais críticos do mundo”.  

Para ele, esse fator estimula o envolvimento de atletas de todos os lugares para se juntar ao desafio “de aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas e seu impacto desproporcional nas comunidades marginalizadas.” 

Uma das principais metas é mobilizar solidariedade dos países desenvolvidos cumprindo sua promessa de apoiar com US$ 100 bilhões anuais aos países em desenvolvimento para mitigação e adaptação ao clima.