Países intensificam estratégias de segurança cibernética após aumento de ataques
BR

29 junho 2021

União Internacional de Telecomunicações, UIT, divulga quarta edição do Índice Global de Segurança Cibernética; metade das nações pesquisadas informou ter criado uma Equipe Nacional para Incidentes com Computadores, Cirt na sigla em inglês; tema é debatido no Conselho de Segurança nesta terça-feira.

O número de países que adotaram uma estratégia nacional de segurança cibernética subiu para 64% dentre as nações pesquisadas. 

Até o final de 2020, o ano marcado pela pandemia, 70% dos países ouvidos para um relatório da União Internacional de Telecomunicações, UIT, haviam realizado campanhas sobre segurança na internet.

Recuperação da economia será mais lenta em nações emergentes.
Foto: ITU/G. Anderson
Recuperação da economia será mais lenta em nações emergentes.

Proteção

Em 2018, estes índices eram de 58% e 66%, respectivamente.  A agência da ONU estima, que o mundo pode perder US$ 6 trilhões, este ano, na área de proteção de dados pessoais e financeiros por causa do crime online.

As estimativas são da agência da ONU, que divulga nesta terça-feira, o Índice Global de Segurança Cibernética 2020.

Com a subida de ataques e ameaças, os países decidiram aumentar a proteção mesmo em face aos desafios impostos pela crise de Covid-19.

O tema está sendo debatido, nesta terça-feira, no Conselho de Segurança sob o prisma da paz e segurança internacionais.

O relatório da UIT mostra que a pandemia evidenciou uma mudança rápida em atividades diárias e serviços socioeconômicos.

O Índice 2020 sugere que metade dos países pesquisados formaram uma Equipe Nacional de Resposta para Incidentes, o que representa um aumento de 11% se comparado a 2018.

Relatório da UIT mostra que a pandemia evidenciou uma mudança rápida em atividades diárias e serviços socioeconômicos
Unsplash/Priscilla du Preez
Relatório da UIT mostra que a pandemia evidenciou uma mudança rápida em atividades diárias e serviços socioeconômicos

Compreensão

A agência da ONU afirma que os países estão trabalhando para melhorar a segurança na internet com tecnologias da informação, após a situação ter se agravado em 2020, quando muitas pessoas passaram ao teletrabalho.

Durante seu discurso no Conselho de Segurança, a alta representante para Assuntos de Desarmamento da ONU, Izumi Nakamitsu, afirmou que o mundo precisa estar vigilante na compreensão do uso malicioso das tecnologias digitais que pode pôr em risco a segurança das gerações futuras.

O secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, disse que em tempos difíceis como os atuais e com o aumento do número de pessoas dependendo das tecnologias de informação para conduzir a economia e a produção, é mais importante do que antes assegurar o espaço cibernético e criar a confiança dos internautas.

A alta representante para Assuntos de Desarmamento da ONU, Izumi Nakamitsu, discursou no Conselho de Segurança
ONU/Loey Felipe
A alta representante para Assuntos de Desarmamento da ONU, Izumi Nakamitsu, discursou no Conselho de Segurança

1 bilhão

O relatório indica que cerca de 1 bilhão de pessoas se tornaram usuários da internet pela primeira vez entre 2015 e 2019. Cidadãos de todo o mundo contam com seus governos para melhorar as normas de segurança e proteger dados pessoais e financeiros.

Mesmo com as providências tomadas no ano passado, muitos países têm deficiências em áreas de treinamento, que deve ser adaptada às necessidades de pequenas, micro e médias empresas. 

Uma outra preocupação da agência é com serviços-chave como finanças, saúde e energia, que precisam corrigir possíveis falhas em seu sistema cibernético.

A UIT alerta também para a proteção de infraestrutura crítica, cada vez mais alvo de ameaças e ataques, como por exemplo o que ocorreu numa usina de combustível nos Estados Unidos.

Serviço de transporte de passageiros, na Indonésia, com base em plataforma digital
Unsplash/Afif Kusuma
Serviço de transporte de passageiros, na Indonésia, com base em plataforma digital

Comércio digital

Por último, a agência da ONU lista a necessidade de reforço contínuo online de proteção individual à medida que os criminosos avançam na quebra de segurança.

Ao todo, participaram 193 países-membros e o Estado da Palestina. Com o aumento da comunicação e do comércio digital, os riscos da segurança online ultrapassam as fronteiras. 

Para a UIT, nenhuma entidade é capaz de garantir sozinha a segurança do chamado ecossistema cibernético global.

Por isso, nações com maior capacidade devem apoiar outros como os Países Menos Desenvolvidos e os `Pequenos Estados-Ilha em Desenvolvimento, além dos Países em Desenvolvimento Sem Saída para o Mar. 

No relatório, a agência avaliou a situação em cada país com base em cinco pilares da Agenda Global de Segurança Cibernética da UIT: medidas legais, medidas técnicas, organizacionais, capacidade de desenvolvimento e cooperação. Cada nação respondeu a um questionário com 150 perguntas.
 

 

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