Perspectiva Global Reportagens Humanas
A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, discursa em um pódio durante o Sexto Fórum Regional Africano sobre Desenvolvimento Sustentável em Victoria Falls, Zimbábue.

Vice-chefe da ONU lidera mobilização internacional em favor de Moçambique  BR

ECA Amina Mohammed se reunirá com personalidades regionais e da Rede de Mulheres Líderes Africanas

Vice-chefe da ONU lidera mobilização internacional em favor de Moçambique 

Paz e segurança

Amina Mohammed junta-se a personalidades regionais e internacionais numa visita virtual para aumentar mobilização de mulheres, incentivar liderança feminina e promover o desenvolvimento sustentável no país africano de língua portuguesa. 

A subsecretária-geral da ONU se junta a líderes femininas e organizações internacionais em uma missão de solidariedade a Moçambique.  

A meta é envolver o grupo no enfrentamento da crise e mobilizar mais apoio humanitário para o norte da nação, que enfrenta um conflito humanitário com a violência entre grupos extremistas e forças militares do país. 

Progressos  

Na visita virtual de alto nível desta quinta-feira, Amina Mohammed se reunirá com personalidades regionais e da Rede de Mulheres Líderes Africanas. 

Duas mulheres e uma criança estão em um abrigo improvisado feito de sacos e uma tenda em um campo de refugiados em Moçambique.
PMA/Grant Neuenburg Crise humanitária ameaça afetar os meios de subsistência

 

As Nações Unidas apoiam a maior mobilização feminina, o reforço da liderança e da representação do grupo para promover progressos e a implementação de respostas inclusivas e sustentáveis. A violência na província de Cabo Delgado teve início em 2017.  

No evento serão apresentadas mensagens de solidariedade das ex-presidentes do Maláui, Joyce Banda, da República Centro-Africana, Catherine Samba-Pandza e das Maurícias, Ameena Gurib-Fakim. 

A ativista social moçambicana Graça Machel, antiga primeira-dama de Moçambique, se unirá à antiga primeira-ministra Luísa Diogo na sessão com Mohammed. 

Mais de 714 mil pessoas, a maioria mulheres e meninas, foram obrigadas a deixar suas casas devido às ações de terroristas e extremistas em Cabo Delgado. 

Subsistência  

Segundo o governo moçambicano, os extremistas praticam violações de direitos humanos incluindo violência sexual e de gênero. 

Pessoas deslocadas chegam a um abrigo improvisado em uma praia em Pebma, Moçambique.
OIM/Matteo Theubet Grupo de deslocados na capital de Cabo Delgado, Pemba

 

Milhares de crianças foram obrigadas a abandonar a escola e a crise humanitária ameaça os meios de subsistência de comunidades.  

Um dos maiores receios é que a situação afete mais jovens e prolongue a crise. 

Em 24 de março, terroristas atacaram a cidade de Palma, ao norte da capital de Cabo Delgado forçando dezenas de milhares a fugirem de suas casas. 

A Comissão Econômica para África, ECA, destaca a queda do rendimento per capita em 2019 para US$ 504 em Moçambique após a passagem dos poderosos ciclones Idai e Kenneth pelo país.  

Em 2020, o país prevê que haja uma queda de rendimento de 3,4% devido à pandemia. A Covid-19 empurrou mais 850 mil pessoas para a pobreza, aumentando a taxa nacional para 63,7% da população moçambicana. 

Pai segura um bebê junto com outras três crianças em uma clínica de saúde apoiada pelo UNICEF em Cabo Delgado, Moçambique, recebendo alimentação suplementar para tratamento da desnutrição.
Unicef/Daniel Timme Relatório ressalta as estimativas de quantas pessoas se tornaram pobres durante a pandemia de Covid-19: entre 117 milhões e 168 milhões de pessoas