Portugal: pandemia prova importância de inclusão de mulheres no processo político 
BR

5 março 2021

Titular da pasta da Saúde, Marta Temido, diz à ONU News que crise deixou claro que união fortalece a resposta global; tema deste Dia Internacional da Mulher é: “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro com igualdade num mundo de Covid-19". 

A ministra da saúde de Portugal afirma que a pandemia de Covid-19 mostrou ao mundo que “não é preciso explicar” por que a humanidade é mais forte quando inclui as mulheres em seus esforços globais.  

Marta Temido é uma das entrevistadas da ONU News sobre o Dia Internacional da Mulher, marcado em 8 de março, que este ano tem o tema “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro com igualdade num mundo de Covid-19". 

Conquistas 

A ministra Marta Temido destacou a rapidez na chegada da vacina em menos de um ano. Portugal já imunizou cerca de 3% da sua população. 

“A resposta à Covid-19 provou que somos melhores sempre que agimos coletivamente e em prol do bem comum. Quando confrontadas com uma pandemia, a ciência e a indústria, em cooperação, trabalharam e produziram uma vacina em tempo recorde.” 

A ministra também referiu iniciativas da comunidade internacional para ajudar pessoas em todo o mundo, incluindo os mais vulneráveis.  

Portugal é um dos Estados-membros que financia a iniciativa Covax, que pretende assegurar uma distribuição equitativa em todo o mundo, e beneficia vários países de língua portuguesa.  

“A União Europeia protegeu melhor os seus concidadãos, ao agir como um todo, em matéria de saúde. A Aliança Gavi e a iniciativa Covax foram e continuarão a ser um exemplo do qual nos orgulhamos em termos de esforço coletivo, a favor dos países em desenvolvimento.  É por isso que, neste dia da Mulher, não é preciso explicar a razão pela qual a humanidade é mais forte quando inclui as mulheres, porque somos mais fortes todos juntos.”   

Artigo 

Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o secretário-geral da ONU, António Guterres, publicou um artigo de opinião em que afirmou que “a crise da Covid-19 tem o rosto de uma mulher.” 

Segundo dados da ONU, as mulheres são 24% mais propensas a perderem seus trabalhos e sofrer grandes perdas de renda. Ao mesmo tempo, representam a maioria dos trabalhadores em saúde. Na cobertura do noticiário global da pandemia, apenas um em cada cinco fontes de especialistas são mulheres. 

Funcionário de saúde de Angola recebe vacina através da iniciativa Covax
Unicef/COVAX/Carlos César
Funcionário de saúde de Angola recebe vacina através da iniciativa Covax

Legisladoras 

A resposta à Covid-19 também tem destacado o poder da liderança feminina. 

Segundo Guterres, no ano passado, “países com mulheres líderes tiveram as menores taxas de transmissão e estão com frequência em melhor posição para a recuperação.” 

Ainda assim, as mulheres são apenas um quarto dos legisladores nacionais em todo o mundo, um terço dos membros locais de governo e apenas um quinto dos ministros. 

Na trajetória atual, a paridade de gênero não será alcançada em legislaturas nacionais antes de 2063. A paridade entre chefes de governo levaria bem mais do que um século. 

Para Guterres, “um futuro melhor depende de enfrentar este desequilíbrio de poder.” 

 

Para marcar este Dia Internacional da Mulher em 8 de março, a ONU News realiza um especial sobre a liderança feminina e o papel das mulheres na linha de frente do combate à Covid-19. Além de Marta Temido, o especial traz profissionais de saúde no terreno, autoridades e líderes em Moçambique, Angola, Brasil, Timor-Leste, Portugal e outras nações de língua portuguesa. 

 

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