Covax já distribuiu mais de 20 milhões de doses contra Covid-19 em 20 países
BR

5 março 2021

Iniciativa da Organização Mundial da Saúde, OMS, e parceiros deve levar mais 14,4 milhões de imunizantes a 31 nações na próxima semana; chefe da OMS propôs quatro estratégias para aumentar produção.  

A Covax distribuiu mais de 20 milhões de doses de vacina em 20 países. Na próxima semana, entregará 14,4 milhões a mais 31 nações, elevando o número total para 51. 

Falando a jornalistas em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que “esta foi uma semana marcante para a inciativa Covax”, com as primeiras vacinações começando em Gana e Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim. 

Beneficiários 

Além desses dois países, a Covax já entregou as vacinas a Angola, Camboja, Colômbia, República Democrática do Congo, Gâmbia, Índia, Quênia, Lesoto, Malaui, Mali, Moldávia, Nigéria, Filipinas, Coréia do Sul, Ruanda, Senegal, Sudão e Uganda. 

Segundo Tedros, este “é um progresso encorajador, mas o volume de doses distribuídas ainda é relativamente pequeno.” 

Esta primeira rodada cobre entre 2% e 3% da população. 

Para o chefe da OMS, uma das principais prioridades é aumentar a ambição e ajudar a acabar com a pandemia. Tedros diz que “isso significa uma ação urgente para aumentar a produção.” 

Barreiras e soluções 

O diretor-geral destacou várias barreiras para aumentar a velocidade e o volume da produção, desde proibições de exportação até escassez de matérias-primas, mas informou que a OMS está trabalhando em quatro soluções.  

A primeira abordagem, e a mais de curto prazo, é conectar as empresas que estão produzindo vacinas com outras empresas que têm capacidade excessiva de produção.  

Por exemplo, essa semana a Johnson & Johnson e a Merck anunciaram um acordo para que a Merck ajude nas fases finais de produção da Johnson & Johnson. 

Tecnologia 

A segunda proposta é a transferência de tecnologia, por meio do licenciamento voluntário das empresas que detém as patentes para que outra companhia possa produzi-las. 

Um exemplo é a AstraZeneca, que transferiu a tecnologia de sua vacina para a SKBio, na Coreia do Sul, e para o Serum Institute of India, que está produzindo essas vacinas para a Covax. 

A terceira abordagem é a transferência de tecnologia, envolvendo universidades e fabricantes, que poderiam licenciar suas vacinas para outras empresas por meio de um mecanismo global coordenado pela OMS.  

Segundo Tedros, este mecanismo “aumentaria a capacidade de produção não apenas para esta pandemia, mas para futuras pandemias e potencialmente para a produção de vacinas para programas de imunização de rotina.” 

A OMS já usou essa solução no passado. Durante a crise da gripe H5N1, em meados dos anos 2000, a agência apoiou a transferência de tecnologia para a produção de vacinas para 14 países, aumentando a capacidade global em mais de 700 milhões de doses. 

Propriedade intelectual 

Por fim, muitos países com capacidade de fabricação poderiam começar produzindo suas vacinas se os direitos de propriedade intelectual fossem liberados, ao abrigo de tratados internacionais já existentes.  

A África do Sul e a Índia já fizeram uma proposta sobre o tema, pedindo que a Organização Mundial de Comércio, OMC, aprove uma isenção de patentes de produtos médicos para Covid-19 até o fim da pandemia. 

Na próxima semana, a OMS e outros parceiros da Covax irão se reunir com parceiros de governos e da indústria para identificar problemas na produção da vacina e a melhor forma de os resolver.  

 

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