ONU diz que pandemia aumentou casos de radicalização e apoio ao terrorismo 
BR

2 setembro 2020

Secretário-geral, António Guterres, adverte para subida de novos recrutamentos em  grupos terroristas; Nações Unidas sugerem repatriamento de combatentes estrangeiros seus dependentes e mais cooperação internacional para enfrentar a questão.

As Nações Unidas participam da reunião do Processo Aqaba sobre terrorismo e a resposta à Covid-19. A iniciativa, lançada pelo Rei da Jordânia, Abdullah II, quer reforçar a cooperação internacional no combate ao extremismo violento.     

No evento virtual, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o momento que o mundo vive é “mais que uma crise global de saúde”, mas “uma virada do jogo para a paz e segurança internacionais”. 

 Desigualdades     

As Nações Unidas marcaram em julho a Semana sobre Contraterrorismo, by Unodc.

Para o chefe da ONU, além de expor a fragilidade da humanidade a pandemia revelou desigualdades sistêmicas e arraigadas que testam a resiliência das sociedades.  

Guterres destacou desafios geopolíticos e graves ameaças à segurança. 

Segundo ele, a pandemia aumentou as queixas já existentes, minando a coesão social e fomentando conflitos. Uma situação que pode catalisar o alastramento do terrorismo e do extremismo violento.  

Sinais de alerta  

Para o chefe da ONU, com a pandemia o mundo entrou em uma nova fase volátil e instável.  

Os terroristas exploram dificuldades sociais e econômicas causadas pela Covid-19 para radicalizar e recrutar novos seguidores.  Para Guterres, é preciso tomar novas decisões como o “repatriamento de combatentes terroristas estrangeiros e seus dependentes para seus países de origem”.  

Bioterrorismo   

O chefe da ONU destacou que a Covid-19 expôs vulnerabilidades e “formas novas e emergentes de terrorismo, como bioterrorismo e ataques cibernéticos em infraestruturas críticas”.   

Em julho, na Semana Virtual de Contra Terrorismo, a ONU e os países se comprometeram a combater o terrorismo e o extremismo violento.  

ONU/Eskinder Debebe
O secretário-geral destacou áreas de atuação para combate ao terrorismo.

 

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