OMS sem comprovação de que recuperados da covid-19 não voltem a ser infectados 
BR

26 abril 2020

Testes laboratoriais que detectam anticorpos para o novo coronavírus “precisam de uma validação mais completa”; agência alerta sobre “passaporte de imunidade” que pode aumentar risco da pandemia.

Um novo guia da Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta que ainda não há provas de que as pessoas recuperadas da covid-19 que têm anticorpos estejam protegidas de uma nova infeção.

A agência publicou um informe científico ressaltando que ainda não foi comprovado que quem já tenha sido infetado esteja imune à doença. Para a OMS, os testes de laboratório que detectam os anticorpos para o novo coronavírus “precisam de uma validação mais completa para determinar sua precisão e confiabilidade”.

Governos

Até este domingo, a agência confirmou ter sido notificada de 2.774.135 casos e 190.871 mortes devido à covid-19.

 Mãe e filha marfinenses usam máscaras de proteção contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan.
Mãe e filha marfinenses usam máscaras de proteção contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan., by Unicef/Frank Dejongh

A agência aponta que alguns governos defendem que a detecção de anticorpos para o novo coronavírus poderia servir de base para se criar um “passaporte de imunidade” ou “certificado livre de risco”. Esse documento permitiria a viagem ou o retorno de indivíduos para o trabalho, assumindo que estes estariam protegidos de uma nova infecção.

A agência revelou que continua examinando as respostas sobre os anticorpos à infeção pelo novo coronavírus, como parte de sua orientação sobre o ajuste de medidas de saúde públicas e sociais para a próxima fase da resposta à covid-19. 

A OMS revela que embora a maioria dos estudos relevantes mostre que as pessoas que se recuperaram da infecção possuem anticorpos para o vírus, até agora “nenhum estudo avaliou se a presença de anticorpos contra a Sars-CoV-2 confere imunidade à infecção subsequente por esse vírus em humanos.”

Passaporte

A agência alerta que nesse momento da pandemia, não há evidências suficientes sobre a eficácia da imunidade mediada por anticorpos para garantir a precisão de um “passaporte de imunidade” ou “certificado livre de risco”.

A agência destaca que indivíduos que assumem que são imunes a uma segunda infecção porque receberam um resultado positivo no teste podem ignorar os conselhos de saúde pública. A advertência é que o uso de tais certificados pode aumentar os riscos de transmissão continuada. ”

A agência revelou a expetativa de que a maioria das pessoas infectadas com covid-19 desenvolva uma resposta de anticorpos que forneça algum nível de proteção. O falta saber  é o nível de proteção ou quanto tempo vai durar. 

A agência trabalha com cientistas de todo o mundo para entender melhor a resposta do corpo à infecção pelo novo coronavírus.
 

No metrô de Nova York, pessoas estão usando máscaras faciais como precaução contra o coronavírus.
ONU/Loey Felipe
No metrô de Nova York, pessoas estão usando máscaras faciais como precaução contra o coronavírus.

 

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