Guterres: Não podemos permitir que a Síria complete 10 anos de carnificina
BR

12 março 2020

Em nota sobre o 9º aniversário do conflito no país árabe, secretário-geral da ONU lembra que é hora de acabar com a guerra que forçou metade da população a fugir de suas casas e mantém 11 milhões de sírios precisando de ajuda humanitária para salvar suas vidas.

As Nações Unidas emitiram uma nota para marcar o nono aniversário da guerra na Síria.

O secretário-geral, António Guterres, disse que a paz continua sendo uma possibilidade ilusória.  Para ele, a mensagem é clara: não pode ser permitido que o conflito entre pelo 10º ano com a carnificina, o mesmo desrespeito dos direitos humanos e da lei internacional e com a mesma desumanidade.

Crueldade

 Guterres afirmou que o conflito tem causado custos e proporções humanitárias “monumentais” com milhões de pessoas enfrentando riscos.

 Durante esses nove anos, metade da população foi obrigada a fugir de suas casas. Atualmente, 11 milhões de sírios precisam de assistência para sobreviver.

 Vários milhões tiveram que se refugiar em países vizinhos.

 Para Guterres, os últimos nove anos foram marcados por atrocidades horrendas incluindo crimes de guerra. Ele ressaltou ainda abusos de direitos humanos e novas profundidades de crueldade e sofrimento.

 O chefe da ONU lembrou que milhares de sírios estão desaparecidos, detidos e sendo vítimas de maus tratos e tortura.

Comboios

 Um outro sem número de pessoas foram mortas e feridas.

Guterres afirmou que não pode haver impunidade para crimes tão terríveis.

 Durante os nove anos do conflito sírio, o sistema humanitário internacional tem lançado mão de todos os seus meios para levar ajuda a quem precisa. Desde operações por ar até a entrega de donativos e outros comboios de auxílio.

 Somente no ano passado, a ONU e seus parceiros conseguiram chegar a 6 milhões de pessoas, todos os meses, na Síria.

 Em janeiro, a assistência alimentar alcançou 1,4 milhão de sírios atendidos pelo mecanismo entre fronteiras. Por ali também passaram suprimentos médicos para quase meio milhão de sírios além de itens não alimentícios a mais de 230 mil pessoas.

 Resolução

 Guterres finalizou dizendo que os passos para acabar com o sofrimento do povo sírio são bem conhecidos. E citou como primeira providência o Protocolo

 Adicional de 5 de março para o Memorando sobre Estabilização em Idlib, no noroeste do país.

 O documento também trata da área de redução da escalada, acordada entre a Rússia e a Turquia, e que deve levar ao fim da violência abrindo caminho para um cessar-fogo permanente em todo o país.

 Em segundo lugar, as partes precisam retornar ao processo político, mediado pela ONU, determinado pela resolução 2254, de 2015.

 Para Guterres, essa continua sendo a única forma viável de acabar com o conflito levando à paz duradoura ao povo sírio.

 

 

 

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