Síria: Guterres quer que partes em conflito se afastem “de uma nova escalada”
BR

28 fevereiro 2020

Secretário-geral descreveu as últimas 24 horas como “momentos mais alarmantes em toda a duração do conflito sírio”.

O secretário-geral das Nações Unidas falou esta sexta-feira sobre a escalada do conflito no noroeste da Síria, alertando que um cessar-fogo imediato é a necessidade mais urgente “antes que a situação saia totalmente do controle”.

António Guterres disse que em todos os contatos que faz com as partes envolvidas afirma que elas devem se afastar “da beira de uma nova escalada”.

Crianças deslocadas por causa da violência na Síria "estão morrendo de frio.” Foto: Unicef/Baker Kasem

Proteção

Em declarações a jornalistas na sede da organização, em Nova Iorque, ele também repetiu o seu pedido a favor da proteção civil.

O chefe das Nações Unidas lembrou que, em breve, o conflito na Síria entrará no décimo ano.

Ele contou que nos últimos dias já havia alertado sobre o risco de uma grave escalada nos confrontos no noroeste da Síria.

O secretário-geral expressou o receio de que com os desdobramentos das últimas 24 horas, essa situação já esteja ocorrendo no que considera “um dos momentos mais alarmantes ao longo da duração do conflito sírio.”

Acampamentos

Para Guterres, sem uma ação urgente o risco de uma escalada ainda maior aumenta a cada hora. Ele lembrou que os civis pagam o preço mais alto dos confrontos e que quase 1 milhão de pessoas fugiram de suas casas nos últimos três meses.

O líder das Nações Unidas sublinhou ainda que ataques aéreos continuam a atingir escolas, instalações médicas, acampamentos e outros locais que abrigam as famílias dos deslocados.

Ele citou ainda o avanço das linhas de frente para áreas densamente povoadas do noroeste.

Ocha
Cerca de 900 mil pessoas abandonaram suas casas nacidade síria de Idlib e arredores, no noroeste.

Oportunidade

Para o secretário-geral “é a hora de dar uma oportunidade para a diplomacia funcionar” para resolver a crise.

Guterres reafirmou que “não há solução militar” para os confrontos e vê o processo político mediado pela ONU como único caminho, segundo a resolução 2254 do Conselho de Segurança que exige um cessar-fogo em todo o país.

 

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