Combater o antissemitismo exige 'solidariedade diante do ódio', diz chefe da ONU BR

Secretário-geral discursa na Sinagoga Park East, em Nova Iorque (31 de outubro de 2018).
Foto: ONU/Rick Bajornas
Secretário-geral discursa na Sinagoga Park East, em Nova Iorque (31 de outubro de 2018).

Combater o antissemitismo exige 'solidariedade diante do ódio', diz chefe da ONU

Paz e segurança

Secretário-geral participou neste sábado de cerimônia anual em memória das vítimas do Holocausto realizada em Sinagoga em Nova York; Dia Internacional em Memória do Holocausto é marcado em 27 de janeiro. 

O secretário-geral da ONU fez um alerta neste sábado sobre uma crise global de ódio antissemita. 

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Durante uma cerimônia anual em memória das vítimas do Holocausto na histórica Sinagoga de Park East, em Nova York, António Guterres disse que num momento em que o mundo observa um ressurgimento profundamente preocupante em ataques antissemitas, "a solidariedade diante do ódio é hoje mais necessária do que nunca". 

Lições

O chefe da ONU refletiu sobre o ressurgimento de neonazistas e supremacistas brancos, que espalham ideologia e memes online que "envenenam mentes jovens". Ele enfatizou que todos devem olhar, aprender e reaprender as lições do Holocausto, para que estas nunca se repitam.

Guterres disse que como o preconceito e o ódio prosperam na insegurança, nas expectativas frustradas, na ignorância e no ressentimento, é necessária uma liderança que promova a coesão social e lide com as raízes do ódio, em todos os níveis. Ele acredita que um investimento por todas as partes da sociedade para erradicar o crescente antissemitismo pode ser feito e realizado em um espírito de respeito mútuo.

Exposição

Como parte dos eventos relacionados ao Dia Internacional em Memória do Holocausto, marcado em 27 de janeiro, a ONU lançou uma exposição fotográfica comemorativa dos 75 anos desde a libertação de Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração nazista. 

Estima-se que mais de 1,1 milhão de pessoas tenham sido assassinadas neste campo, que ficava no sul da Polônia. Nove em cada dez delas eram judeus.