Europa lidera comércio na internet com oito das 10 posições do topo da lista
BR

3 dezembro 2019

Estudo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, divulga e-commerce index 2019 com 152 países; Portugal ocupa a 43ª. posição, Brasil a 74ª. e Moçambique 135ª.; setor movimentou US$ 3,9 trilhões em 2017, 22% a mais que no ano anterior.

Oito das 10 maiores nações que concentram comércio online no mundo são europeias. A informação consta de o Índice de E-Commerce 2019, ou comércio eletrônico, na rede mundial de computadores. O estudo é organizado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Num ranking de 152 nações, que movimentaram em 2017 uma receita de US$ 3,9 trilhões, os países europeus lideram o mercado de compra e venda online, 22% a mais que no ano anterior.

O Brasil ocupa a 74ª no rankind do mercado de compra e venda online. Foto: Diogo Moreira/Governo de Sao Paulo

Brasil, Moçambique e Portugal

As únicas nações fora do continente entre os 10 são Austrália (10ª. Posição) e Cingapura (3ª.). A primeira da lista são os Países Baixos, também conhecidos como Holanda, que aparecem no topo pelo segundo ano consecutivo. Portugal figura na posição 43 de 152 países. Brasil ocupa a 74ª. e Moçambique a 135ª. Esses são as únicas nações lusófonas na lista.

Para integrar a relação, os países precisam ter servidores seguros para o comércio online e um sistema postal que garanta a entrega, a proporção da população que utiliza o comércio pela internet, e uma conta com uma instituição financeira ou um provedor que forneça o pagamento online.

Ásia

No caso dos países em desenvolvimento, os 10 maiores estão na Ásia, e são economias de baixa e média rendas. Dentre os países menos desenvolvidos, 18 estão entre as 20 posições mais baixas do ranking.

 

A diretora da unidade da Unctad que prepara o relatório, Shamika N. Sirimanne, disse que o índice, conhecido como B2C, demonstra o abismo digital e preocupante entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento.

Na Europa, em cerca de seis países, mais de 80% dos usuários de internet fazem compras pelo computador. Mas a proporção é menor de 10% na maioria dos países de rendas mais baixas e médias.

Lacunas

Para ela, é preciso ajudar os países que precisam de mais assistência para evitar que o comércio e os consumidores dessas áreas percam oportunidades no comércio online.

A agência da ONU também indica que é preciso melhorar a qualidade das estatísticas especialmente em países em desenvolvimento.

Ranking:

  • 1. Países Baixos (Holanda);
  • 2. Suíça
  • 3. Cingapura
  • 4. Finlândia
  • 5. Reino Unido
  • 6. Dinamarca
  • 7. Noruega
  • 8. Irlanda
  • 9. Alemanha
  • 10. Austrália

O Index deste ano foi divulgado na abertura do primeiro encontro de um grupo de trabalho da Unctad sobre a mensuração do comércio online e da economia digital.

O grupo deve se reunir anualmente para debater as lacunas do setor e formas de melhorar os dados para os países em desenvolvimento.

Mais de 40 países participam do encontro, de dois dias com especialistas, representantes de governos e organizações internacionais assim como agências da ONU especializadas no tema.

Banco Mundial/Arne Hoel
Lista foi divulgada na abertura do primeiro encontro de um grupo de trabalho da Unctad sobre a mensuração do comércio online e da economia digital.

 

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud

 

Rastreador de notícias: últimas sobre o tema

Em Berlim, Guterres diz que novas tecnologias devem promover avanços globais

No Fórum de Governança da Internet, secretário-geral citou potencial da inteligência artificial, do 5G e da “Internet das Coisas”; abismo digital, falta de treinamento e questões de segurança cibernética são desafios globais.

Estudo da ONU revela que mundo tem abismo digital de gênero

Mais da metade da população mundial, ou 4,1 bilhões de pessoas, usam a internet; maioria é de homens; 52% das mulheres no mundo estão foram da rede; no caso de usuários masculinos essa taxa é de 42%; estudo da União Internacional de Telecomunicações, UIT.