Os cinco grandes encontros da Assembleia Geral da ONU
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17 setembro 2019

A partir desta terça-feira inicia a 74º Assembleia Geral da ONU; as atenções do mundo se voltam para Nova Iorque entre 23 e 30 de setembro para os líderes mundiais que participam do debate geral do órgão.

Paralelamente aos discursos habituais dos chefes de Estado, cinco importantes cúpulas e reuniões de alto nível ocorrerão durante a 74ª.  sessão da Assembleia Geral da ONU. Elas abordarão várias das principais questões que o mundo atual enfrenta.

A ONU News preparou uma lista com algumas das principais informações destes eventos.

Pnud/Slingshot

1 - Ação Climática

O chefe da ONU, António Guterres, fez da luta contra a crise climática uma de suas principais prioridades. Ao convocar o Encontro de Cúpula de Ação Climática, que ocorrerá no dia 23 de setembro, Guterres pretende aumentar a ambição e manter os países nos compromissos internacionais que assumiram para reduzir o aquecimento global, como parte do Acordo de Paris de 2015.

O encontro de cúpula reunirá governos, setor privado, sociedade civil, autoridades locais e outras organizações internacionais para desenvolver soluções ambiciosas em seis áreas:

  •  Transição global para energia renovável;
  •  Infraestruturas e cidades sustentáveis ​​e resilientes;
  •  Agricultura sustentável;
  •  Manejo de florestas e oceanos;
  •  Resiliência e adaptação aos impactos climáticos;
  •  Alinhamento de finanças públicas e privadas com uma economia neutra de carbono.

O secretário-geral desafiou os líderes a chegar à cúpula com planos concretos, em vez de grandes discursos. Guterres espera que o evento demonstre movimentos maciços na economia para se reduzir os combustíveis fósseis, e em direção a fontes de energia limpas e renováveis.

O chefe da ONU disse que espera “ouvir sobre como iremos parar o aumento de emissões até 2020 e reduzir drasticamente as emissões para atingir as emissões líquidas igual a zero até o meio do século.”

Em reconhecimento à maneira como os jovens estão forçando a ação climática na agenda internacional, uma Cúpula do Clima da Juventude acontecerá no dia 21 de setembro. O evento será uma plataforma para jovens ativistas, inovadores e empreendedores, que estão impulsionando a ação climática.

A reunião será uma oportunidade para que eles possam mostrar suas soluções na sede da ONU e conhecer os responsáveis pelas decisões internacionais.

Pnud/Slingshot

2 - Tornando a cobertura universal de saúde uma realidade

No mesmo dia do Encontro de Cúpula de Ação Climática, a ONU sediará a primeira Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde. Com o slogan “Movendo-se juntos para construir um mundo mais saudável”, para a ONU, esta será a reunião política mais significativa já realizada sobre a cobertura universal de saúde.

De acordo com as Nações Unidas, pelo menos metade da população mundial não tem acesso aos serviços essenciais de saúde de que precisa. Custos de saúde levam quase 100 milhões de pessoas à pobreza extrema a cada ano.

Por isso, a ONU considerada a reunião a melhor oportunidade para garantir o compromisso político dos chefes de Estado e de Governo de priorizar e investir na cobertura universal de saúde e garantir saúde para todos.

Todos os países se comprometeram a tentar alcançar a cobertura universal de saúde até 2030. Esta inclui proteção contra riscos financeiros, serviços de saúde de alta qualidade e acesso a medicamentos e vacinas essenciais, seguros, eficazes, de qualidade e com custos acessíveis.
 

ONU Brasil

3 - Atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que é o projeto mais ambicioso que já existiu para transformar o nosso mundo, aumentar a prosperidade e garantir o bem-estar de todos, enquanto protege o meio ambiente, é dividida em 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODSs.

Entre os compromissos estão:

  •  Acabar com a pobreza e a fome; expandir o acesso à saúde, educação, justiça e emprego;
  •  Promover crescimento econômico inclusivo e sustentado;
  •  Proteger o planeta da degradação ambiental e atenuar a crise climática.

Nos dias 24 e 25 de setembro, o Encontro de Cúpula dos ODSs será o primeiro a ser realizado desde que a Agenda 2030 foi adotada em 2015. Para as Nações Unidas, o evento será uma oportunidade de acelerar o progresso dos 17 Objetivos e suas metas.

A ONU registrou progresso nos últimos quatro anos, mas alerta que conflitos, mudanças climáticas, falta de acesso a serviços essenciais de saúde, desigualdades crescentes e disparidades significativas de financiamento limitaram o impacto dos esforços globais. Os que foram deixados para trás continuam a sofrer mais, incluindo aqueles nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Sids, nos Países Menos Desenvolvidos, PMDs, e nos países em desenvolvimento sem litoral.

FAO/Ubirajara Machado

4 - Financiamento para o desenvolvimento

Nenhuma das metas dos ODSs pode ser alcançada sem dinheiro vivo, mas segundo a ONU obter financiamento suficiente é um grande desafio. Riscos crescentes de dívida e medidas restritivas ao comércio significam que os investimentos críticos para a Agenda 2030 permanecem subfinanciados.

O Diálogo de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que ocorrerá no dia 26 de setembro, reunirá líderes do governo, empresas e setor financeiro, em uma tentativa de desbloquear os recursos e parcerias necessários e acelerar o progresso.

A estimativa é de que sejam necessários investimentos anuais de US$ 5 a US$ 7 trilhões em todos os setores para alcançar os ODSs. O secretário-geral da ONU está pedindo um ambiente que permita investimentos de longo prazo no desenvolvimento sustentável, para promover a saúde e o bem-estar das pessoas e do planeta.

Foto ONU/Mark Garten

5 - Apoio aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento

A última das cinco cúpulas é a Revisão Intercalar de Alto Nível do Caminho de SAMOA, que ocorre cinco anos após o alcance de um acordo ambicioso para apoiar o desenvolvimento sustentável em pequenos estados insulares em desenvolvimento.

Esses países estão entre os mais vulneráveis ​​do mundo, enfrentando um conjunto único de questões relacionadas ao seu pequeno tamanho, isolamento, exposição a choques econômicos externos e desafios ambientais globais, incluindo os impactos das mudanças climáticas.

A revisão discutirá os progressos alcançados no combate ao impacto devastador das mudanças climáticas, na construção de resiliência econômica e ambiental e outros desafios. Essas questões também serão destacadas nas outras quatro cúpulas que ocorrem na mesma semana.

Os governos, o setor privado, a sociedade civil, a academia e uma ampla gama de outras partes interessadas serão incentivados a lançar novas parcerias que promovam a implementação de áreas prioritárias do Caminho de Samoa e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

 

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