Coreia do Sul faz doação recorde para apoio humanitário à Coreia do Norte

19 junho 2019

PMA anuncia que Seul ofereceu 50 mil toneladas de arroz e US$ 4,5 milhões; mais de 10 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar; agência da ONU estima que são necessários US$ 275 milhões para dar resposta às necessidades.

A Coreia do Sul fez uma doação histórica de 50 mil toneladas de arroz e US$ 4,5 milhões para dar resposta às necessidades humanitárias da Coreia do Norte.

Em nota, o diretor regional do Programa Mundial de Alimentação, PMA, na região Ásia-Pacífico, David Kaatrud, explicou que “a Coreia do Norte foi duramente atingida pela seca e teve fracas colheitas que deixaram milhões de crianças famintas, mulheres e homens enfrentando grave escassez de alimentos nos próximos meses."

Necessidades

A Coreia do Norte foi duramente atingida pela seca e teve fracas colheitas que deixaram milhões de crianças famintas, mulheres e homens enfrentando grave escassez de alimentos nos próximos meses.
PMA/James Belgrave

A agência estima que sejam necessárias pelo menos 300 mil toneladas de alimentos, avaliadas em US$ 275 milhões, para ampliar a assistência humanitária para apoiar aos mais afetados pelas perdas significativas de colheitas nas últimas estações.

O aumento das necessidades humanitárias na Coreia do Norte requer um apoio urgente para satisfazer as necessidades alimentares e nutricionais de milhões de pessoas que enfrentam a fome.

Insegurança

Em maio, um relatório conjunto de avaliação da segurança alimentar da FAO e do PMA, constatou que a produção de alimentos em 2018 caiu drasticamente, colocando 10,1 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar.

Segundo a publicação, as colheitas de 2018/19 estão estimadas em 4,9 milhões de toneladas, a menor desde 2008/09. O PMA explica que para além das condições climáticas desfavoráveis, o acesso limitado a produtos para produção agrícola. como combustível e fertilizantes, teve um impacto adverso significativo.

Avaliação

O relatório conclui ainda que os níveis de consumo de alimentos são “preocupantemente baixos”. A diversidade alimentar é limitada, com famílias forçadas a cortar o número de refeições e a comerem em menor quantidade.

O PMA expressa ainda a sua preocupação com a falta de diversidade alimentar, vital para uma boa nutrição, e que afeta sobretudo crianças pequenas e mulheres grávidas e lactantes, que são as mais vulneráveis ​​à desnutrição.

 

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