21 funcionários das Nações Unidas estão presos ou detidos

Em mensagem especial, o líder da ONU garante que a organização continuará “a fazer tudo” ao seu dispor para garantir a libertação destes funcionários.
Acnur/ K. McKinsey
Em mensagem especial, o líder da ONU garante que a organização continuará “a fazer tudo” ao seu dispor para garantir a libertação destes funcionários.

21 funcionários das Nações Unidas estão presos ou detidos

Assuntos da ONU

Secretário-geral garante que ONU continuará “a fazer tudo” para garantir libertação; 5 funcionários estão detidos sem acusação formal; Guterres convida Estados-membros a ratificarem Convenção sobre Segurança dos Trabalhadores da ONU.

Atualmente, 21 funcionários da ONU estão presos ou detidos, cinco dos quais sem terem qualquer acusação conhecida. Há ainda um trabalhador que foi sequestrado em 2019.

No Dia de Solidariedade com Funcionários Detidos e Desaparecidos, em mensagem especial, o secretário geral da ONU, António Guterres, garante que a organização continuará “a fazer tudo” ao seu dispor para garantir a libertação destes funcionários.

Mensagem

António Guterres destaca que os ataques contra civis são inaceitáveis.
António Guterres lembra que a segurança dos funcionários das Nações Unidas deve ser uma prioridade.Foto ONU/ Antoine Tardy

De acordo com a ONU, em 2018, 16 funcionários da Organização foram sequestrados mas todos acabaram por ser libertados.

António Guterres lembra que a segurança dos funcionários das Nações Unidas deve ser uma prioridade, pedindo aos Estados-membros e à comunidade internacional que “fortaleçam a determinação de lhes dar a proteção de que necessitam para continuar o trabalho pela paz e prosperidade para todos.”

Apelo

O chefe da ONU aproveita ainda para convidar todos os países a apoiarem a Convenção de 1994 sobre Segurança dos Trabalhadores das Nações Unidas e Pessoal Associado, bem como o seu Protocolo Opcional de 2005.

Segundo Guterres, somente 95 países fazem parte da Convenção e apenas 33 assinam o Protocolo Facultativo.

O representante termina a sua mensagem lembrando que os funcionários das Nações Unidas têm um “compromisso admirável” com o seu trabalho e, por isso, a “sua segurança deve ser uma prioridade.”