ONU pede US$ 162 milhões para apoiar os mais necessitados no leste da Ucrânia

13 fevereiro 2019

Plano de Assistência Humanitária para 2019 está em discussão; chefe humanitária apela à comunidade internacional que não esqueça a crise naquele país; financiamento tem diminuído apesar das necessidades crescentes.

A coordenadora residente e humanitária das Nações Unidas na Ucrânia, Osnat Lubrani, informou esta terça-feira que são necessários US$ 162 milhões para dar resposta às necessidades humanitárias no leste da Ucrânia.

Em intervenção por teleconferência, a partir de Kiev, a responsável fez um balanço da situação humanitária naquele país como parte do lançamento do Plano de Resposta Humanitária 2019.  

Linha de Contacto

Perto de 2 milhões dos beneficiários deste plano estão em áreas não controladas pelo governo da Ucrânia ou perto da fronteira
Acnur/ Anastasia Vlasova

O Plano visa apoiar cerca de 2,3 milhões de pessoas com ajuda humanitária nos dois lados da “linha de contacto”. Em 2018, a comunidade humanitária conseguiu fornecer cerca de 1,3 milhão de pessoas.

Lubrani explicou que no sexto ano de crise “milhões de pessoas continuam a sofrer”, lembrando que estão “esgotadas e que elas dependem da ajuda para fazer face às suas despesas.”

Para 2019, a responsável pede US$ 162 milhões para conseguir ajudar as pessoas mais vulneráveis, lembrando que “apesar do ambiente operacional ser desafiador, os agentes humanitários fazem a diferença real.”

Financiamento

Lubrani alertou para o facto de se assistir a “uma tendência preocupante de diminuição do financiamento a cada ano, embora as necessidades humanitárias continuem altas."

No mês passado, o Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf, desembolsou US$ 6 milhões para apoiar o Plano de Resposta Humanitária e ajudar a expandir as operações essenciais no leste da Ucrânia. 

Agora, a responsável pede à comunidade internacional para “não perder de vista a face humana desta crise”, lembrando que os ucranianos contam com as Nações Unidas “para os ajudar a lidar com os seus desafios.”

Lubrani conclui a sua intervenção partilhando o que vê quando visita o leste da Ucrânia, dizendo que as pessoas naquela região estão a perder a esperança e que o que mais querem é “uma paz sustentada.”

 

 

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