Primeiro veleiro de plástico do mundo encerra expedição pela costa leste africana
BR

8 fevereiro 2019

Foram 14 dias e 500 quilômetros percorridos pela embarcação chamando atenção para um dos maiores problemas enfrentados pelo mundo atual – a poluição plástica.

Uma embarcação de plástico reciclado e chinelos encontrados em cidades e praias quenianas chamou a atenção do mundo ao navegar por duas semanas na costa leste africana. O Flipflopi, um veleiro colorido de nove metros, percorreu em 14 dias um total de 500 quilômetros.

A meta da expedição que navegou pela costa leste africana foi aumentar a consciência sobre um dos maiores problemas enfrentados pelo mundo hoje - a poluição plástica.

Foto: Projeto Flipflopi
Cerca de 30 mil chinelos também foram reutilizados para fazer painéis para o casco e o convés do veleiro Flipflopi.

Jornada

A jornada iniciou no dia 24 de janeiro na Ilha de Lamu, no Quênia, e encerrou na ilha de Zanzibar, na Tanzânia. O cofundador do Projeto Flipflopi, Bem Morison, contou que a equipe ficou “impressionada pelo nível de engajamento.” Para ele, “esta primeira expedição histórica no mundo começou a virar a maré na questão do plástico.”

A equipe de velejadores do Flipflopi, liderada pelo capitão Ali Skanda, chegou na ilha a tempo do início do festival Sauti za Busara, em celebração dos valores, criatividade e cultura leste africana.

O vice-presidente de Zanzibar, Ali Iddi, disse que estavam “muito felizes em receber a expedição Mares Limpos-Flipflopi do Programa da ONU para o Meio Ambiente.” Ele acrescentou que “a viagem, que tem um espírito inovador por trás dela, simboliza o que é possivel ser feito para fazer a diferença.”

Ao longo da jornada, o Flipflopi, que foi construído com aproximadamente 10 toneladas de plástico, fez paradas em seis cidades costeiras do Quênia e da Tanzânia. O veleiro foi recebido com entusiasmo pelas comunidades locais, crianças em uniformes escolares e pelos funcionários do governo.

Compromissos

Em todos os locais por onde passou, foram feitos compromissos ambientais para lidar com o problema do plástico. Em Mombasa foi anunciado o fechamento oficial do aterro Kibarani e ao longo da viagem, um total de 29 estabelecimentos comerciais, incluindo 22 hotéis, prometeram minimizar o desperdício de plástico.

Agora que o veleiro encerrou a primeira expedição, o Flipflopi se prepara para uma nova jornada em direção a Nairóbi, capital do Quênia.

Entre os dias 11 e 15 de março a capital queniana abrigará chefes de Estado, ministros e ativistas ambientais, inovadores, representantes de empresas multinacionais e de ONGs que se reunirão para a 4ª  Assembleia do Meio Ambiente das Nações Unidas, o fórum mundial ambiental de mais alto nível.

 

 

 

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