Enviado especial para a Síria lembra importância de solução política para conflito

17 janeiro 2019

Geir Pedersen está em Damasco para contactos com as autoridades sírias; objetivo é implementar condições para a paz definidas pelo Conselho de Segurança; ONU deve facilitar processo de paz.

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Geir Pedersen, está em Damasco, capital da Síria, para reunir com as autoridades do país.

Através da sua conta do Twitter, Pederson informou que teve uma “reunião construtiva” com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid Muallem, e que também reuniu-se com o Comité para as Negociações da Síria.

Solução Política

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O representante da ONU sublinhou a “necessidade de se chegar a uma solução política” baseada na resolução do Conselho de Segurança 2254.Foto ONU/ Manuel Elias

O representante da ONU sublinhou a “necessidade de se chegar a uma solução política” baseada na resolução do Conselho de Segurança 2254. O documento “afirma a soberania e a integridade territorial da Síria e prevê uma solução liderada pelos sírios, facilitada pelas Nações Unidas.”

Esta resolução foi aprovada em 2015 e define os passos para o período de transição para a paz, prevendo a realização de eleições livres e a redação de uma nova Constituição.

Os esforços de avançar com o chamado “Processo Político de Genebra” envolvem um conjunto de novas reuniões. O enviado especial informou que estará de regresso a Damasco regularmente para discutir pontos de aproximação e de discórdia com os principais agentes políticos do país.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, informou que esta viagem do representante especial tem como objetivo “ajudar a reaproximar as partes a unirem-se em torno dos esforços da ONU.”

Situação

A visita do representante especial da ONU para a Síria, que assumiu funções no final do ano passado, acontece numa altura em que o secretário-geral da ONU reiterou a sua preocupação pela situação humanitária no país.

O inverno rigoroso tem afetado deslocados internos bem como as pessoas que se refugiaram em países vizinhos, como o Líbano e a Jordânia.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, expressou, esta quinta-feira, grande preocupação com a deterioração das condições humanitárias no campo de Rukban, perto da fronteira com a Jordânia. A agência pede acesso imediato para avaliar a situação de saúde, fornecer medicamentos essenciais e apoiar as pessoas que estão doentes.

Segundo a OMS, aproximadamente 40 mil, a maioria mulheres e crianças, permanecem retidas e as condições rigorosas do inverno têm levado a várias mortes. As unidades de saúde mal funcionam, têm muito poucos funcionários e não há geradores ou combustível para garantir aquecimento.

A representante da OMS na Síria, Elizabeth Hoff, explicou que “as pessoas presas em Rukban estão a viver em condições deploráveis, expostas ao clima rigoroso de inverno.”

 

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