Coordenador humanitário descreve “escalada de catástrofe” na Síria
BR

6 fevereiro 2020

Mark Lowcock discursou ao Conselho de Segurança após o enviado especial Geir Pedersen; nos cinco primeiros dias deste mês, 49 pessoas foram mortas pela violência no país árabe.

A escalada da violência na Síria voltou a ser tema  de um briefing ao Conselho de Segurança nesta quinta-feira.

O chefe humanitário, Mark Lowcock alertou para a iminência de “múltiplas” situações de falta de alimentos e fome.
Lowcock disse que todas as manhãs são recebidos relatos de mais bombardeios e ataque a dezenas de comunidades sírias. Foto: ONU/Loey Felipe

O coordenador de Assistência Humanitária da ONU, Mark Lowcock, que já havia falado ao Conselho, na semana passada, voltou a afirmar que em uma semana houve uma “escalada da catástrofe humanitária” no país.

Comunidades

Lowcock, que discursou logo após o enviado especial da ONU à Síria, Geir Pedersen, mencionou a violência no noroeste do país. O subsecretário-geral disse que todas as manhãs, são recebidos relatos de mais bombardeios e ataque a dezenas de comunidades sírias que vivem na região.

O Escritório de Direitos Humanos documentou 373 mortes de civis desde 1º de dezembro. Somente nos primeiros cinco dias de fevereiro, foram assassinados 49 civis.

Três trabalhadores humanitários de agências próximas à ONU também perderam a vida na violência.

Crianças

A escalada dos ataques ocorre contra grandes centros civis no noroeste da Síria.

No dia 15, pelo menos 19 pessoas morreram e mais 60 ficaram feridas após um bombardeio numa feira de Idlib.

Os ataques estão forçando centenas de milhares de pessoas a deixaram suas casas em busca de segurança.

Quase 200 mil crianças passaram pelo processo na última semana. No total, 300 mil crianças fugiram desde dezembro.

Lowcock lembrou que a ONU atuou com a Rússia para acordar tréguas que pudessem assegurar a passagem dos civis.

Emergência

No mês passado, 1227 comboios de assistência humanitária foram enviados da Turquia para os cruzamentos Bab al-Hawa e Bab al-Salam. Quase 1,4 milhão de pessoas foram atendidas.

O chefe da ONU, António Guterres, voltou a pedir o fim imediato da violência na Síria.

Em dezembro, o Fundo Central de Resposta de Emergência desembolsou US$ 44 milhões para a crise no país e em socorro de civis e refugiados afetados pelos combates.

 

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