Coordenador humanitário descreve “escalada de catástrofe” na Síria BR

Os ataques estão forçando centenas de milhares de pessoas a deixaram suas casas em busca de segurança.
Foto: Ocha
Os ataques estão forçando centenas de milhares de pessoas a deixaram suas casas em busca de segurança.

Coordenador humanitário descreve “escalada de catástrofe” na Síria

Paz e segurança

Mark Lowcock discursou ao Conselho de Segurança após o enviado especial Geir Pedersen; nos cinco primeiros dias deste mês, 49 pessoas foram mortas pela violência no país árabe.

A escalada da violência na Síria voltou a ser tema  de um briefing ao Conselho de Segurança nesta quinta-feira.

O chefe humanitário, Mark Lowcock alertou para a iminência de “múltiplas” situações de falta de alimentos e fome.
Lowcock disse que todas as manhãs são recebidos relatos de mais bombardeios e ataque a dezenas de comunidades sírias. Foto: ONU/Loey Felipe

O coordenador de Assistência Humanitária da ONU, Mark Lowcock, que já havia falado ao Conselho, na semana passada, voltou a afirmar que em uma semana houve uma “escalada da catástrofe humanitária” no país.

Comunidades

Lowcock, que discursou logo após o enviado especial da ONU à Síria, Geir Pedersen, mencionou a violência no noroeste do país. O subsecretário-geral disse que todas as manhãs, são recebidos relatos de mais bombardeios e ataque a dezenas de comunidades sírias que vivem na região.

O Escritório de Direitos Humanos documentou 373 mortes de civis desde 1º de dezembro. Somente nos primeiros cinco dias de fevereiro, foram assassinados 49 civis.

Três trabalhadores humanitários de agências próximas à ONU também perderam a vida na violência.

Crianças

A escalada dos ataques ocorre contra grandes centros civis no noroeste da Síria.

No dia 15, pelo menos 19 pessoas morreram e mais 60 ficaram feridas após um bombardeio numa feira de Idlib.

Os ataques estão forçando centenas de milhares de pessoas a deixaram suas casas em busca de segurança.

Quase 200 mil crianças passaram pelo processo na última semana. No total, 300 mil crianças fugiram desde dezembro.

Lowcock lembrou que a ONU atuou com a Rússia para acordar tréguas que pudessem assegurar a passagem dos civis.

Coordenador humanitário da ONU descreve “escalada de catástrofe” na Síria

Emergência

No mês passado, 1227 comboios de assistência humanitária foram enviados da Turquia para os cruzamentos Bab al-Hawa e Bab al-Salam. Quase 1,4 milhão de pessoas foram atendidas.

O chefe da ONU, António Guterres, voltou a pedir o fim imediato da violência na Síria.

Em dezembro, o Fundo Central de Resposta de Emergência desembolsou US$ 44 milhões para a crise no país e em socorro de civis e refugiados afetados pelos combates.