Covid-19: ONU pede cessar-fogo na Síria e soltura de presos por razão humanitária
Enviado especial ao país emitiu declaração com medidas adicionais sobre situação de pessoas sequestradas, refugiadas e deslocadas; país é considerado extremamente vulnerável por faltarem equipamentos médicos, profissionais e instalações de saúde.
Horas depois da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus na Síria, o enviado especial das Nações Unidas ao país declarou que o cessar-fogo é agora mais necessário que nunca.
Em declaração, Geir Pedersen citou o primeiro caso do novo coronavírus na Síria. A paciente é uma mulher de 20 anos que retornou ao país. Segundo agências de notícias, o governo sírio confirmou o caso e disse que já tomou providências.
Crise
Para o enviado da ONU, o cessar-fogo deve ser respeitado por todos. Ele disse que que há medidas implementadas em áreas controladas pelo governo para enfrentar a pandemia.
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Usuários podem encontrar informações e diretrizes sobre o novo coronavírus, covid-19. As últimas notícias da ONU, da Organização Mundial da Saúde e das agências das Nações Unidas. Para atualizações diárias da ONU News, clique aqui.Petersen afirmou que “por motivos humanitários, os presos devem ser libertados em larga escala assim como pessoas sequestradas”. Outra medida é permitir o acesso imediato das organizações humanitárias a todos os centros de detenção e garantia urgente de cuidados médicos e medidas de proteção.
Ele destacou que doadores internacionais precisarão apoiar totalmente os esforços humanitários e responder aos apelos das Nações Unidas.
Pandemia
A Organização Mundial da Saúde, OMS, já havia alertado que os "sistemas de saúde frágeis da Síria podem não ter capacidade para detectar e responder" à pandemia.
Pedersen reiterou o pedido de cessar-fogo feito pelo do secretário-geral da ONU, e disse que no caso sírio, a medida deve ser completa para suprimir o novo coronavírus do país.
Ele lembrou que os sírios são extremamente vulneráveis porque as ao vírus instalações de saúde estão destruídas, faltam equipamentos médicos e profissionais de saúde essenciais.
O enviado especial ressaltou as condições perigosas de refugiados, deslocados internos, detidos e sequestrados.
Mulheres
Outra preocupação é com o impacto da situação em mulheres sírias, que já estão na vanguarda dos sistemas de apoio à saúde e à comunidade existentes.
O enviado ressalta que o covid-19 é uma ameaça comum que não conhece fronteiras e não discrimina onde se vive.