Comissão Econômica da ONU em África marca 60 anos priorizando transformação
BR

7 dezembro 2018

Áreas econômica e social marcam atuação da entidade em 53 países; diretor regional fala à ONU News de apostas como diversificação das economias e busca de soluções para reduzir fluxos migratórios.

A Comissão Econômica das Nações Unidas para África, ECA, completa 60 anos nesta sexta-feira, 7 de dezembro.

Até à próxima semana, vários eventos destacam as realizações e os próximos passos da entidade regional que promove ações com impacto em 53 Estados-membros. As metas incluem a integração e a cooperação para o desenvolvimento.

Criar impacto nas ações de apoio aos Estados-membros da ONU faz parte da aposta da comissão.
Criar impacto nas ações de apoio aos Estados-membros da ONU faz parte da aposta da comissão. Foto: ©FAO

Comércio

No balanço das seis décadas, o diretor do Escritório Sub-regional da ECA para a África Central disse à ONU News que o impacto se sente no apoio dado na criação de organismos como União Africana e o Banco Africano de Desenvolvimento.

António Pedro destacou que um dos desafios atuais é ajudar a impulsionar áreas como a troca de bens e serviços dentro do continente africano, cujo volume atual é de cerca de 3% por ano.

Iniciativas

“É uma instituição incontornável no tecido institucional de África. A ECA contribuiu para muitas realizações, tanto no aspeto da produção teórica e prática sobre as questões de desenvolvimento. Nós temos o relatório anual sobre as economias africanas, sobre o estado de integração regional e contribuímos para toda a reflexão sobre o período dos SDGs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs) e outras grandes iniciativas do continente africano.”

Criar impacto nas ações de apoio aos Estados-membros da ONU faz parte da aposta da comissão, que tem enfrentado desafios que incluem promover a industrialização estimulada pelo comércio.

Fluxos migratórios

 “A grande prioridade é a transformação econômica e social dos países africanos, onde desde o ano 2000 nós temos produtos como guias para ajudar os países a diversificarem as economias e a promover a diversificação. Outra questão é a da prevenção, onde também a ECA faz parte. É preciso criarmos soluções para reduzirmos os fluxos migratórios para que os países passem também pela transformação econômica para que haja mais industrialização, haja mais emprego. Associado a isso há a questão também dos fluxos financeiros ilícitos.”

Mercado

Segundo a ECA, são mais de US$ 50 biliões por ano que não entram nas economias africanas devido aos fluxos ilegais.

Apesar disso, a Comissão destaca oportunidades como a adoção da Zona de Comércio Livre Africana e um mercado de 1,2 bilhão de pessoas.

Até 2050, a quantidade de pessoas pode ultrapassar o dobro, daí a necessidade de se estimular um mercado de competitividade e melhorar o comércio.

 

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