Modelo e fotógrafa Helena Christensen pede apoio para refugiados do Burundi

15 novembro 2018

Participação na iniciativa pretende aumentar a visibilidade da causa; cerca de 366 mil refugiados burundeses vivem em países vizinhos, incluindo o Ruanda; apenas 28% dos fundos necessários para assistência foram disponibilizados.

A modelo e fotógrafa Helena Christensen pediu financiamento urgente e atenção global para os refugiados do Burundi que vivem no Ruanda. A ativista da Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, fez o apelo depois de visitar o país.

Christensen conheceu e captou imagens de pessoas que fugiram da violência e da perseguição no Burundi e vivem agora no campo de refugiados de Mahama, no Ruanda.

Apelo

Helena Christensen espera que sua visita chame a atenção para essa situação, através do seu trabalho fotográfico e da partilha das histórias dos refugiados que conheceu., by Foto Acnur/ Benjamin Loyseau

A fotógrafa dinamarquesa lembra que “a crise dos refugiados do Burundi é agora a mais subfinanciada do mundo.”

Segundo ela, “é uma crise que as pessoas não conhecem. E isso precisa mudar”. Ela destacou que sem financiamento, esses refugiados que “fugiram da violência aterrorizante no Burundi, não terão abrigo básico, comida e apoio de que precisam.”

Helena Christensen espera que sua visita chame a atenção para essa situação, através do seu trabalho fotográfico e da partilha das histórias dos refugiados que conheceu.

De acordo com o Acnur, há cerca de 366 mil refugiados do Burundi vivendo em países vizinhos, incluindo o Ruanda que acolhe refugiados há décadas.

Ruanda

O governo ruandês manteve as fronteiras abertas e garantiu que os refugiados tivessem acesso a trabalho, além de serem progressivamente integrados nas comunidades anfitriãs, nos sistemas nacionais de saúde e educação, bem como em seus planos nacionais de desenvolvimento.

Mas o financiamento internacional para o trabalho do Acnur com refugiados do Burundi é de apenas 28% do que é necessário.

O diretor de acampamentos do Acnur no Acampamento de Mahama, no Ruanda, Paul Kenya, detalhou o impacto que essa falta de financiamento está tendo na vida dos refugiados. O representante explica que “é necessário tomar decisões difíceis todos os dias sobre como gastar esse financiamento muito limitado em coisas que devem ter igual importância.”

O Ruanda acolhe cerca de 172 mil refugiados. Destes, 46% são da República Democrática do Congo que vivem em cinco acampamentos. Os cidadãos do Burundi compõem a maioria, equivalente a 53%, e vivem em Mahama e em outras áreas urbanas.

 

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