Timor-Leste quer participar nas missões de paz da ONU

1 outubro 2018

Representante do país lusófono discursou no último dia do debate de alto nível da Assembleia Geral; no próximo ano, nação celebra 20 anos do referendo que decidiu sua independência; processo  foi organizado pelas Nações Unidas.

Timor-Leste afirmou esta segunda-feira, em Nova Iorque, que deseja participar nas missões de paz das Nações Unidas.

A intenção foi anunciada pela embaixadora do país junto da ONU, Maria Helena Pires, durante o debate de alto nível da 73ª sessão da Assembleia Geral.

“Com o objetivo de poder contribuir para as operações de paz, Timor-Leste está, neste momento, a investir na preparação dos seus efetivos policiais e militares, com atenção especial à participação de mulheres, aumentando assim a sua capacidade e a possibilidade de contribuir num futuro próximo para as missões de paz das Nações Unidas.”

Fronteiras marítimas

No discurso, a representante também destacou a assinatura de um Tratado sobre Fronteiras Marítimas com a Austrália em março deste ano.

A antiga disputa foi resolvida por uma Comissão de Conciliação da ONU, que realizou o trabalho nos termos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e do Tribunal Permanente de Arbitragem, TPA.

“Numa altura em que aumentam as tensões geopolíticas a nível mundial em torno de disputas marítimas, o sucesso do primeiro processo de conciliação da história assume uma importância acrescida. Encorajamos os outros Estados-membros a que considerem este mecanismo na resolução pacifica de disputas marítimas. Acreditamos que este mecanismo terá um papel importante no apaziguamento das tensões globais sobre os nossos mares.”

Veja aqui o discurso completo de Timor-Leste:

A embaixadora mencionou o referendo à restauração da independência do país, organizado pela ONU em 1999. Segundo ela, o país está prepara uma celebração para marcar o 20º aniversário dessa data.

A representante também explicou que Timor-Leste tinha registado algum abrandamento económico, devido a razões políticas, mas que estava a retomar o ritmo normal. 

Conflitos

A nível internacional, destacou a guerra na Síria e os seus “danos irreparáveis”, o conflito entre Israel e Palestina e o embargo económico a Cuba. Também lembrou que o país assinou o Tratado de Proibição de Armas Nucleares e encorajou todos os países a fazer o mesmo. 

Sobre a Ásia, a embaixadora disse que Timor-Leste está “encorajado” pelos desenvolvimentos na Península Coreana e que mantém “relações sólidas” com os seus vizinhos, Indonésia e Austrália.

Para terminar, Maria Helena Pires disse que Timor-Leste continua comprometido com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, e que mantém a esperança de que o português se torne uma língua oficial das Nações Unidas.

 

 

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