PMA apoia milhares de refugiados venezuelanos na Colômbia

14 setembro 2018

Milhares de venezuelanos atravessam a fronteira todos os dias; PMA pede apoio da comunidade internacional para conseguir auxiliar mais migrantes; são necessários US$22 milhões para conseguir responder às necessidades.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, já prestou apoio a mais de 60 mil refugiados nas zonas fronteiriças entre a a Colômbia e a Venezuela.

O porta-voz da agência, Herve Verhoosel, apelou à comunidade internacional que reforce o seu apoio, uma vez que o número de pessoas que atravessam a fronteira deverá continuar a aumentar.

Falta de Alimentos

Muitos cidadãos venezuelanos saem do seu país devido à falta de alimentos, de medicamentos e de outros bens essenciais, explica o representante do PMA, a partir de Genebra.

Ele explicou que as pessoas presas devem ser ajudadas no que é já uma crise regional. Os migrantes usam cada vez mais a Colômbia como corredor para chegar ao Equador, ao Peru e a outros países da América do Sul. O êxodo em massa, um dos maiores da história da América Latina, deverá continuar.”

Organização Internacional para Migração (OIM) presta apoio a refugiados venezuelanos, by Juliana Quintero e Inés Calderón / OIM

Parceria

As autoridades colombianas e o PMA têm trabalhado em conjunto para garantir assistência alimentar aos mais vulneráveis, fornecendo refeições quentes e abrigos temporários aos migrantes.

Segundo o porta-voz, o governo da Colômbia  já pediu apoio às Nações Unidas para gerir este fluxo de migrantes. Ele assegurou que o PMA está comprometido em apoiar a Colômbia e a contribuir para o plano de reposta integrada da ONU para garantir segurança alimentar, saúde, nutrição e educação.

Apelo

Perante estes números, a organização pediu aos doadores que reforcem o seu apoio aos programa de assistência alimentar nas fronteiras entre a Colômbia e a Venezuela. Segundo estimativas, são necessários, com urgência, mais de US$ 22 milhões para conseguir responder às necessidades.\

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur, estima que desde 2015, cerca de  1,6 milhão de venezuelanos abandonaram o seu país e foram acolhidos em países da América do Sul.