Enviado vê oportunidade para desbloquear processo sírio com Rússia, Irã e Turquia

4 setembro 2018

Reuniões devem ocorrer entre 10 e 11 de setembro em Genebra; Staffan de Mistura vê “momento de verdade” em prol de acordo político para o fim da guerra civil; ONU preocupada com situação de 2,9 milhões de pessoas expostas a possível batalha em Idlib.

O enviado especial da ONU para a Síria disse acreditar que as reuniões marcadas para a próxima semana com a Rússia, o Irã e a Turquia sejam “a oportunidade para desbloquear o processo para acabar com o conflito sírio”.

O encontro entre Staffan de Mistura e representantes dos três países foi anunciado para segunda e terça-feira em Genebra.

Credibilidade

De acordo com o mediador, o objetivo das partes é facilitar a criação de um comité constitucional inclusivo que, dirigido pelos sírios, “pode ser o ponto de partida para um processo político com credibilidade”.

Enviado espacial da ONU para a Síria, Staffand de Mistura. , by ONU/Violaine Martin

Nessas reuniões, os participantes devem analisar as listas do governo e da oposição com nomes dos potenciais membros do comitê que estariam à frente de uma reforma Constitucional síria.

Para o representante, os encontros são “um momento de verdade” onde as partes vão buscar um acordo político confiável para o fim da guerra civil de sete anos. O enviado revelou ainda que isso é essencial para milhões de refugiados sírios que aguardam a decisão de retornar às suas casas.

Idlib

De Mistura falou com jornalistas, em sessão onde revelou que a situação em Idlib é prioridade da comunidade internacional. Para o mediador, todos continuam desejando, pedindo e esperando que seja evitada a batalha pela cidade.

Em segundo lugar, ele afirmou que é preciso dar mais tempo para negociações, principalmente entre a Rússia e a Turquia, importantes partes indiretamente interessadas que têm dialogado e falaram na manhã desta terça-feira.

Segundo o enviado da ONU, as duas partes têm as chaves para uma solução suave para a questão de Idlib.

Ele lembrou que dentro da área estão 2,9 milhões de pessoas e, que entre elas 1 milhão de crianças que não são terroristas.

De Mistura alertou ainda que “se ocorrerem grandes operações militares, pode-se esperar uma catástrofe humanitária que todos querem que seja evitada”. Ele afirmou que está pronto para ir pessoalmente a Idlib em busca de uma fórmula que evite mais conflitos.  

O mediador também disse acreditar que ambos os lados do conflito possam ter acesso a armas à base de cloro, que descreveu como estando “na zona cinzenta entre armas convencionais e químicas”.

 

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