Angola mira em países lusófonos sobre ideias para melhorar plano de habitação
BR

18 julho 2018

Ministra do Ordenamento do Território e Habitação participa no Fórum de Alto Nível que avalia ODSs em Nova Iorque; em entrevista à ONU News, Ana Paula de Carvalho, citou juventude e mulher como prioridades em novo plano de habitação.

Angola tenta aproximar-se de países de língua portuguesa e de outras nações na busca de experiências sobre política de habitação.

A informação foi dada à ONU News, em Nova Iorque, pela ministra angolana do Ordenamento do Território e Habitação.

Relação

Ana Paula de Carvalho disse à ONU News que as autoridades do seu país desenvolvem a área de habitação para evitar o êxodo para a capital Luanda, tal como aconteceu durante o conflito armado, que terminou há 16 anos.

“Há bem pouco tempo, houve uma deslocação com o Ministério da Administração do Território, no sentido de se trocar experiencias com Cabo Verde. Ver o que eles têm feito para que se possa pensar. Tem havido cooperação com Portugal, e estamos a ver se estreitamos mais essa relação com os países próximos.”

A ministra angolana falou ainda da Nova Agenda Urbana que prevê dar atenção para à situação de grupos em desvantagem como jovens e mulheres. A ideia é criar condições de habitação para as populações e assegurar infraestruturas modernas para cidades angolanas.

Mulher

“Barein chamou a atenção o caso de programas específicos sobre a mulher. Nós, em relação à distribuição de habitação e lotes, temos sido de forma abrangente. Não temos de acompanhar só um estrato estão jovens, antigos combatentes e estão mulheres. Mas foi uma boa experiência. Muitas vezes por razões culturais, em Angola muitas vezes quando morre, a família do marido vem receber tudo da mulher. Acho que é um caso a ser pensado. A nova agenda urbana prevê a inclusão não só da juventude e das mulheres que devem ser incluídas. ”

A nova ministra, Ana Paula de Carvalho, coordena o plano diretor de Luanda que até 2022 pretende organizar o território, definir programas para criar novas infraestruturas e padrões de construção.

Ela chefiou a delegação angolana que participou do Fórum de Alto Nível, em Nova Iorque.

Apresentação: Monica Grayley.