União Europeia e ONU lançam projeto para diversificar comércio em Angola

11 abril 2018

Iniciativa de € 5,5 milhões pretende ajudar a reduzir dependência da economia do petróleo; governo angolano diz que vai construir modelo de incentivos para setores criativos.

A União Europeia, UE, e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, lançaram esta quarta-feira um novo projeto em Angola. A iniciativa, de € 5,5 milhões, pretende ajudar o país a diversificar a sua economia e reduzir a dependência do petróleo.

O secretário-geral da Unctad, Mukhisa Kituyi, disse que o projeto marca "um passo importante para Angola." Segundo ele, o objetivo “é ajudar a construir uma economia mais diversificada, inclusiva, resiliente, e capaz de erradicar a pobreza.”

Apoio

O apoio do novo projeto vai concentrar-se em seis áreas: diplomacia comercial, facilitação do comércio, logística do comércio, desenvolvimento de pequenas empresas, investimento, e prospecção de oportunidades.

Para cada componente, a Unctad vai realizar estudos e desenvolver cursos de formação e seminários para atores dos setores público e privado.

Uma das necessidades já identificadas, por exemplo, é a Revisão Nacional de Exportações Verdes. Este estudo vai ajudar a identificar as indústrias não-petrolíferas que o governo deve apoiar.

PMA/Ammar Bamatraf
Este estudo vai ajudar a identificar as indústrias não-petrolíferas que o governo deve apoiar.

Novas apostas

O ministro do Comércio de Angola, Jofre Van-Dúnem Júnior, explicou que o “processo de diversificação da base de exportações inclui a abertura de novos clusters identificados em tendências mundiais.”

O ministro afirmou que o novo apoio vai permitir “a construção de um modelo incentivador dos sectores criativos do país, principalmente no domínio das artes plásticas, visuais e também do artesanato.”

Dependência

Neste momento, o petróleo representa 93% das exportações de mercadorias do país lusófono.

Segundo a nota da Unctad, no final da guerra civil, em 1992, “a economia de Angola decolou graças às abundantes reservas de petróleo, que alimentaram uma década com taxas de crescimento a dois dígitos.” No entanto, quando o preço do petróleo caiu, em 2014, “a economia parou e o crescimento diminuiu.”

O diretor da Unctad para África, Paul Akiwumi, disse que é por isso que este projeto é necessário. Segundo ele, “o país precisa maximizar as oportunidades comerciais regionais e globais.”

 

Apresentação: Alexandre Soares

 

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