“Linha de frente contra o terrorismo está cada vez mais no ciberespaço”

28 junho 2018

Secretário-geral destaca tipo de ação usando redes sociais, comunicações que não podem ser codificadas ou dados que não se podem encontrar na internet; ONU acolhe Conferência de Alto Nível sobre Contraterrorismo até quinta-feira.

O secretário-geral das Nações Unidas disse esta quinta-feira que “a linha de frente contra o terrorismo está cada vez mais no ciberespaço”.

António Guterres abriu a primeira Conferência de Alto Nível sobre Contraterrorismo, em Nova Iorque, alertando que os “terroristas estão explorando as redes sociais, as comunicações criptografadas e a chamada internet obscura para espalhar propaganda, recrutar novos seguidores e coordenar ataques”.

Problema

O terrorismo é para o chefe da ONU “um complexo desafio global que atingiu níveis sem precedentes”. Guterres lembrou que atualmente o problema afeta todos os países.

O secretário-geral disse que, quando imaginou o evento, o seu objetivo era melhorar a cooperação internacional e o compartilhamento de informações, além de criar novas parcerias para encontrar soluções práticas para enfrentar o problema.

Capacidades

Segundo o chefe da ONU, a prioridade é trabalhar em conjunto. Ele acrescentou que a natureza transnacional do terrorismo requer cooperação multilateral e que “é preciso reforçar as capacidades das estruturas e das instituições antiterroristas”.

Guterres afirmou que o primeiro propósito da reunião é reforçar a cooperação internacional contra o terrorismo, depois aumentar o foco na prevenção do tipo de ação. Ele também destacou que se deve respeitar os direitos humanos e, ao mesmo tempo, combater o terrorismo.

O chefe da ONU também mencionou metas como a necessidade de investir de forma estratégica nos jovens e prevenir o extremismo violento.

A reunião também busca destacar “o custo humano do terrorismo” e tornar mais forte o papel das Nações Unidas em apoiar o combate ao tipo de ação.

Guterres terminou o seu discurso lembrando que o terrorismo é uma ameaça grave e complexa e que o seu fim “exige trabalho conjunto de forma flexível, inteligente e aberta”.

Apresentação: Daniela Gross.

 

 

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