Chefe da Interpol: terrorismo é “mais internacional e complexo do que nunca”

29 junho 2018

ONU encerra esta sexta-feira, em Nova Iorque, primeira Conferência de Alto Nível sobre Contraterrorismo; secretário-geral da Organização Internacional de Polícia Criminal diz que o mais importante é a partilha de informação crucial.

O secretário-geral da Organização Internacional de Polícia Criminal, Interpol, acredita que o “terrorismo se tornou mais internacional e mais complexo do que nunca e isso exige uma forte aliança contra as redes de terrorismo”.

Jurgen Stock está em Nova Iorque para participar da primeira Conferência de Alto Nível sobre Contraterrorismo, que decorre até esta sexta-feira na sede das Nações Unidas.

Parcerias

Numa entrevista com a ONU News, o chefe da Interpol disse que “a forma principal como os ataques são conduzidos continua a ser usando métodos muito simples, muitas vezes facas ou carros para atacar pessoas na rua ou em restaurantes”.

Apesar disso, ele afirma que os terroristas se preparam para novos métodos, que têm como alvo infraestruturas públicas, e a Interpol se organiza para essa ameaça.

O responsável afirma que a organização investe em cibersegurança e criou recentemente uma nova unidade específica para lidar com a proteção de infraestruturas.  

Conferência

Sobre a Conferência, Stock explica que “as Nações Unidas são um parceiro natural da Interpol há muitos, muitos anos”.

Ele diz que o encontro deve servir para fortalecer parcerias, partilhar perspectivas diferentes e tornar a rede global contra este crime mais forte.

O chefe da Interpol afirma que “o ponto mais importante é informar toda a gente de informação relevante necessária pela polícia nas linhas de frente, porque os terroristas e criminosos também estão, sem dúvida, a aproveitar a globalização”.

Recursos

Stock diz que a Interpol tem um sistema global de comunicação segura que une as polícias dos 192 Estados-membros. Várias resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral aconselham o uso deste sistema.

Nos últimos anos, a Interpol também criou uma base de dados com mais de 40 mil perfis de combatentes terroristas estrangeiros.

O representante diz que esse recurso é importante porque, depois de o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, ter perdido a maior parte do seu território, estes combatentes retornam aos países de origem ou se juntam a outros conflitos no mundo.

Stock diz que amostras de DNA desta base de dados já permitiram identificar terroristas em outro continente. Segundo ele, autores de atentados no Afeganistão e na Síria foram detidos na Europa durante inspeções na fronteira.

 

Acompanhe aqui, em inglês, a entrevista de Jurgen Stock com a ONU News:

 

Apresentação: Alexandre Soares

 

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