Relatório reafirma que “saúde mental é um direito humano”

25 maio 2018

Especialista destaca que países de baixa renda investem menos de US$ 2 por ano para cuidar de cada pessoa; disparidades se revelam em áreas como orçamento, formação e prática médicas.

Um novo relatório sobre o direito à saúde mental destaca que em nenhum lugar do mundo há igualdade entre saúde mental e saúde física. O documento revela que apesar de “estar provado que não há saúde sem saúde mental”, a atenção a esta área continua sendo negligenciada.

O documento foi divulgado pelo relator das Nações Unidas sobre Saúde, Dainius Puras, e menciona o exemplo de áreas como orçamento, formação e práticas médicas.

Tratamento

Cerca de 7% dos orçamentos de saúde são destinados ao tratamento da saúde mental, segundo dados publicados pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

Considerando essa informação, o relator sublinha que países de baixa renda investem menos de US$ 2 por ano para cuidar da saúde mental de cada pessoa.

O especialista menciona ainda o estigma e a discriminação constantes como sendo resultado da pouca atenção dada aos cuidados de saúde mental, apesar de que uma em cada quatro pessoas será afetada por um distúrbio de saúde mental na vida.

Deficiências

O Escritório de Direitos Humanos da ONU revelou que pessoas com condições de saúde mental e com deficiências psicossociais apresentam taxas mais altas de deficiências de saúde física.

A expectativa de vida reduz em 20 anos para homens e 15 anos para mulheres quando comparada com a da população em geral. O estigma é também um fator que impede o acesso a cuidados de qualidade e aos serviços que este grupo de pacientes precisa.

OMS/P. Virot
Pacientes num centro médico na Índia.

De acordo com o relatório, cada ser humano preocupa-se diariamente com sua saúde e dos seus próximos que é um elemento básico e essencial não importam “idade, sexo, contexto socioeconômico ou étnico”.

Puras destaca que limitar o acesso de pessoas com condições de saúde mental e com deficiências psicossociais à educação limita suas oportunidades de emprego remunerado e eterniza a desigualdade social.

 

Apresentação: Monica Grayley.

 

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