Comissão pede aos governos urgência no combate a doenças crônicas e mentais
BR

1 junho 2018

Painel independente exige mais compromisso político para atacar doenças como câncer, diabetes e problemas do coração, que causam 71% das mortes no mundo; grupo pede também que sistemas de saúde incluam medidas de prevenção e controle de distúrbios mentais.

A Comissão Independente de Alto Nível sobre Doenças Crônicas lançou esta sexta-feira um apelo por ação urgente para o tratamento dessas doenças e desordens de saúde mental.

O painel é ligado à Organização Mundial da Saúde, OMS, e tem entre os integrantes a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez e o ex-prefeito de Nova Iorque e embaixador da OMS para Doenças Crônicas, Michael Bloomberg.

Mortes

O grupo está exigindo compromisso político e ações imediatas para atacar a epidemia de doenças crônicas, que causam 71% das mortes no mundo. Segundo a OMS, por ano, 41 milhões de pessoas morrem de câncer, diabetes e problemas no pulmão ou coração.

Cerca de 15 milhões dessas vítimas morrem entre 30 e 70 anos de idade.

O presidente uruguaio pede aos líderes mundiais para “redobrarem esforços para reduzir as mortes prematuras por doenças crônicas em um terço até 2030”, como projetado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

Responsabilidade

Vázquez apresentou o relatório da Comissão ao diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. O documento traz recomendações: a primeira pede que chefes de Estado e de Governo fiquem responsáveis por ações para combater doenças crônicas e não apenas deleguem a tarefa aos ministros da Saúde.

Outro pedido é para que os governos reorientem seus sistemas de saúde para incluir a prevenção e o controle de doenças crônicas nos planos de cobertura, e também o tratamento para distúrbios de saúde mental.

Governos e comunidade internacional também devem criar um “novo paradigma econômico para financiar ações neste sentido”.

Ao lançar o documento com as recomendações, a Comissão Independente destaca que “a epidemia de doenças crônicas explodiu em países de rendas baixa e média nas últimas duas décadas”. Por isso a necessidade de ação rápida para salvar vidas, prevenir o sofrimento de pacientes e evitar o colapso de sistemas de saúde.

O tema é tão importante que a Assembleia Geral da ONU fará, em 27 de setembro, em Nova Iorque, um Encontro de Alto Nível sobre Doenças Crônicas.

Apresentação: Leda Letra.