OMS oferece apoio para combater surtos confirmados no Uganda
BR

24 janeiro 2018

Autoridades lidam com febre hemorrágica da Crimeia-Congo e com febre do Vale do Rift no centro do país; agência da ONU elogia sistema de vigilância e pronta resposta às duas infeções.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, ofereceu apoio ao Uganda para responder a dois surtos em distritos do centro do país. Trata-se da febre hemorrágica da Crimeia-Congo, na área de Nakasseke, e da febre do Vale do Rift, em Luwero.

A agência da ONU apoia a Equipa Nacional de Resposta Rápida que realiza pesquisas e ações de combate nessas áreas. A doação da OMS inclui 200 conjuntos com equipamentos de proteção e auxílio para coordenar a resposta.

Caso positivo

A confirmação da febre hemorrágica da Crimeia-Congo foi feita pelo Ministério da Saúde de Uganda após um caso positivo declarado pelo Instituto de Pesquisa em 18 de dezembro. Dois pacientes e sete casos suspeitos estão em investigação.

Três deles são parentes próximos do paciente identificado no início de dezembro. Os sintomas da doença incluem febre alta, dor e manchas vermelhas na pele.

Febre do Vale do Rift

Em relação à febre do Vale do Rift, quatro dos cinco pacientes perderam a vida devido à doença que ocorre pela segunda vez no país.

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Uganda cumpriu os requisitos de notificação de surtos. Foto: OMS

Segundo a OMS, os casos são esporádicos e sem ligação epidemiológica nas várias áreas geográficas no corredor de gado. Os sinais da infeção que pode levar à febre hemorrágica são fraqueza, dor nas costas, tontura e perda de peso.Medidas

A Ministra da Saúde do Uganda, Jane Ruth Aceng, informou a jornalistas sobre as medidas imediatas para lidar com os surtos.

A equipa de resposta enviada aos distritos afetados inclui epidemiologistas especializados, clínicos, veterinários, comunicadores e especialistas em laboratório que devem criar e apoiar as estruturas de resposta.

Aceng pediu calma ao público, destacando que produtos como carne e leite cozidos não transmitem as doenças. O pedido feito aos que mexem com esses alimentos é que usem equipamento de proteção pessoal.

Antecedência

Uma nota do representante da OMS no Uganda, Yonas Woldemariam, frisou que o país conta com um sistema de vigilância muito sensível que conseguiu detetar os casos com antecedência e foi capaz de responder prontamente.

Após confirmar que o Uganda cumpriu os requisitos de notificação, Woldemariam destacou a ação do país com os casos e informando o público.

A agência garantiu o seu apoio continuo do governo para controlar as doenças.

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