Zero discriminação “central” para acabar com a epidemia de Aids
BR

1 março 2017

Avaliação é da chefe do Unaids no Brasil, Georgiana Braga-Orillard; segundo pesquisa, em todo o mundo, uma em cada oito pessoas vivendo com HIV tiveram serviços de saúde negados devido à discriminação; Dia Mundial da Zero Discriminação é celebrado nesta quarta-feira.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O Dia Mundial da Zero Discriminação é celebrado nesta quarta-feira, 1º de março. Neste ano o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids está “convidando a todas as pessoas a quebrar o silêncio e a fazer barulho” por esta causa.

De Brasília, a chefe do Unaids no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, explicou à ONU News a importância da zero discriminação para que as metas de combate ao HIV possam ser alcançadas. Para ela, a questão é central para que se possa chegar ao fim da epidemia.

Campanha

“Nós chegamos aí com inovações em relação aos meios biomédicos, à testagem, a novos medicamentos, e agora a gente precisa correr o resto dessa corrida para chegar à reta final e ter acesso a serviços sem discriminação. E esse é a ideia da campanha. A campanha que é um convite para se pensar em zero discriminação sem ideologia, mas com base em fatos e constatações. E a constatação hoje é que as pessoas realmente não estão acessando ou estão tendo menos acesso a serviços de saúde por causa da discriminação.”

Neste ano, o foco da campanha de mobilização e conscientização do Unaids é eliminar a discriminação nos serviços de saúde.

Na entrevista, Georgiana Braga-Orillard citou um estudo que diz que, em todo o mundo, uma em cada oito pessoas vivendo com HIV tiveram serviços de saúde negados devido à discriminação.

Brasil

“Aqui no Brasil, para as pessoas vivendo com HIV, a gente vê também números que são, de um lado positivos, e de outro, negativos. A gente vê que informação chega nas pessoas, as pessoas sabem como o HIV é transmitido, as pessoas sabem como evitar, mas ainda, 30% dos respondentes da pesquisa de conhecimentos, atitudes e práticas, a Pcap, do Ministério da Saúde, disseram que não comprariam legumes e verduras de pessoas de alguém que vive com HIV. A discriminação ainda é presente na vida dessas pessoas.”

A chefe do Unaids no Brasil explicou que a campanha está sendo realizada pelas redes sociais.

Carnaval

“Como o 1º de março tá no meio do Carnaval, a gente tá aproveitando o barulho, a alegria e essa energia do Carnaval para fazer e pedir ‘faça barulho pela zero discriminação’. Vão ter mensagens, mensagens coloridas, bastante alegres, bem brasileiras mesmo, pra gente chamar atenção em relação à zero discriminação.”

Segundo o Unaids, a “campanha vai utilizar o Facebook como plataforma para que todos possam expressar suas visões em relação à discriminação, suas histórias pessoais e para que possam também quebrar o silêncio e fazer barulho pela #ZeroDiscriminação”.

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