La Niña: Unicef prepara-se para ajudar a enfrentar chuvas na África Austral

10 janeiro 2017

Angola e Moçambique estão entre os oito países que receberão apoio humanitário este ano; agência quer apoiar capacidade dos governos e seus parceiros para fortalecer resposta às cheias.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Mais de 16 milhões de pessoas vão precisar de assistência humanitária até março deste ano na África Austral.

Angola e Moçambique estão entre os oito países onde cerca de 5 milhões de crianças podem precisar de apoio urgente, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Escola 

As previsões para 2017 apontam para uma maior queda de chuvas na região como consequência do fenómeno climático La Niña.  A influência do El Niño no ano passado também fez-se sentir no Madagáscar, no Malaui, na Namíbia, na Suazilândia e no Zimbabué.

A região tem mais de 4 milhões de menores que precisam de apoio para continuar na escola este ano. Mais de 207 mil crianças com menos de cinco anos precisam de tratamento para a desnutrição aguda grave.

As necessidades humanitárias aumentaram com os problemas como falta de água para a higiene, doenças infantis frequentes, redução do acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV.

Doenças

As chuvas que devem resultar do fenómeno La Niña este ano podem causar mais deslocamentos, danos à infraestrutura e surtos de doenças como a cólera em alguns países.

O Unicef revelou que está a preparar-se para ajudar a atender emergências com material de socorro nas áreas propensas a cheias e para reforçar a capacidade dos governos e seus parceiros para fortalecer a resposta às inundações.

Entre 2015 e 2016, o El Niño provocou a pior seca da África Austral em 35 anos. O impacto na segurança alimentar nos habitantes é considerado catastrófico.

A ação da agência será em coordenação com outras entidades da ONU para reforçar a resiliência como parte do plano regional da África Austral.

O Unicef revelou ainda que prepara ações para lidar com o comportamento de risco de adolescentes, a diminuição de pessoas que prestam cuidados primários domiciliários e os esforços de busca de água que agravam a situação das crianças na região.

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