Recorde de deslocados no Sudão do Sul e República Centro-Africana

4 março 2014

Acnur estima que os dois países tenham mais de 1,8 milhão de deslocados; agência alerta para a morte de crianças centro-africanas devido à desnutrição e prevê mais casos similares.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, anunciou esta terça-feira a existência de mais de 1,8 milhão de deslocados devido às crises do Sudão do Sul e da República Centro-Africana.

A agência considera que o fenómeno é um dos maiores deslocamentos populacionais dos últimos anos em África, e é agravado pela falta de financiamento para dar resposta às crescentes necessidades humanitárias. Ambas as crises atingiram o ponto mais alto em dezembro passado.

Fatalidades

Na semana passada, 15 crianças centro-africanas morreram devido à desnutrição. O exemplo ilustra o que o Acnur chama de “terríveis condições de vida” e lembra a necessidade das vítimas ao advertir para mais fatalidades devido à falta de alimentação adequada.

Falando a jornalistas, em Genebra, a porta-voz da agência, Melissa Fleming, disse que o Sudão do Sul ainda não teve US$ 1 mil milhão do valor que precisa.

Ajuda Humanitária

A representante apontou para sinais de desespero das pessoas que se apresentam em estado de saúde extremo, tanto no país como na República Centro-Africana.

Para o Sudão do Sul só foram postos à disposição US$ 26 milhões dos US$ 1,2 milhão necessário. As Nações Unidas estimam que cerca de 3,2 milhões de pessoas podem precisar de ajuda humanitária até junho.

Por outro lado, estima-se que mais de 700 mil centro-africanos foram deslocados. O país recebeu apenas 9% dos US$ 551 milhões que precisa. Cerca de 300 mil refugiados estão nos vizinhos Chade, Camarões e Etiópia.

 

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