Preços alimentares “altos mas estáveis” em 2013, diz FAO

Preços alimentares “altos mas estáveis” em 2013, diz FAO

Agência diz que cereais, oleaginosas e açúcar ditaram queda de 1,6% em relação a 2012; altas colheitas de cana-de-açúcar no Brasil influenciaram redução dos valores do produto a nível mundial em dezembro.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, disse que os preços dos alimentos continuaram altos em 2013, apesar da queda de 1,6% em relação ao ano anterior.

Ao explicar as tendências que definiram o desempenho, o economista da FAO, Abdolreza Aabbassian, de Roma, afirmou que a recuperação da oferta corrigiu os preços internacionais de cereais, à exceção do arroz, associada às baixas nas oleaginosas e no açúcar.

Recorde

Aabbassian sublinhou que o outro lado da equação é marcado por uma grande subida de preços de produtos básicos, especialmente os de alto valor proteico como as carnes e os laticínios, para os quais 2013 teve os preços a bater recorde.

A média anual do Índice de Preços de Alimentos, anunciada nesta quinta-feira, foi de 209,9 pontos.

Cereais

A agência destaca que o terceiro maior valor de que há registo para o período está muito abaixo do pico de 2011, situado em 230,1.

Em dezembro, a FAO destaca as altas colheitas de açúcar como estando por detrás da queda dos preços em 15,8 pontos em relação a novembro. O destaque vai para o superar das expectativas na colheita de cana no Brasil, o maior produtor e exportador mundial.

Laticínios

Mas a nível global, o desempenho foi confrontado pela subida de preços dos laticínios, tanto em dezembro como para 2013 como um todo. No último mês do ano, o registo para os derivados do leite chegou a 264,6 pontos, um aumento de 13,2 pontos em relação a novembro.

No geral, o Índice de Preços de Alimentos para dezembro atingiu 206,7 pontos, um valor quase inalterado em relação ao mês anterior.