Rebeldes de Darfur formalizam proibição de uso de crianças-soldado

Rebeldes de Darfur formalizam proibição de uso de crianças-soldado

Criação de mecanismo para identificar, desmobilizar e reintegrar crianças associadas às forças do Movimento de Justiça e Igualdade é aplaudida pela Missão da ONU e da União Africana em Darfur.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão Conjunta da ONU e da União Africana em Darfur, Unamid,  saudou a recente decisão de um dos maiores movimentos armados na região sudanesa de proibir o recrutamento e uso de crianças-soldado.

O Movimento de Justiça e Igualdade, JEM, concordou em estabelecer um mecanismo operacional para identificar crianças associadas às suas forças, com vista à sua desmobilização e reintegração.

Liderança

Numa nota de imprensa, publicada este domingo, a Unamid indica que a medida foi tomada após consultas recentes com a liderança da Missão.

Na região sudanesa ocorrem conflitos desde 2003, opondo forças governamentais, milícias aliadas e grupos rebeldes.

A ordem do JEM instrui os seus membros a aderirem totalmente às leis locais e internacionais que regem a proteção de crianças em conflitos armados.

Paz

O movimento é um dos sete que operam em Darfur a tomar a medida, incluindo o Exército de Libertação do Sudão /Abdul Wahid, refere a Missão.

Uma ordem similar foi dada, em Julho, pelo Movimento de Libertação e Justiça, LJM, que é um dos signatários do documento de Doha para a Paz em Darfur, juntamente com o Governo do Sudão.

Nos últimos três anos, a Comissão do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do país, apoiada pela ONU, registou mais de mil  antigos soldados em Darfur.