Indígenas brasileiros construirão oca eletrônica em conferência ambiental
BR

16 dezembro 2011

Um dos organizadores do projeto, Marcos Terena, contou à Rádio ONU que o espaço cultural deverá ser uma ponte de contato com indígenas de todo o mundo que estejam conectados à internet.

[caption id="attachment_208971" align="alignleft" width="350" caption="Foto: UN PHOTO"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A participação da comunidade indígena brasileira na Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, deverá inovar com a construção de uma oca eletrônica.

A informação foi dada à Rádio ONU pelo líder indígena, Marcos Terena. O objetivo é usar as novas tecnologias e as mídias sociais para conectar indígenas brasileiros com outros povos ao redor do mundo.

Articulação

Terena está em Nova York participando de uma reunião preparatória para a Rio + 20, ao lado de representantes de governos, funcionários da ONU e membros da sociedade civil.

“Nós estamos trabalhando com a construção de um espaço físico e cultural, que chamamos de carioca 2.  O objetivo é receber indígenas de todo o mundo. Nós vamos ter uma oca eletrônica para podermos transmitir ao vivo. Além disso, tem uma articulação que é mais política com os próprios irmãos indígenas do Brasil e de fora do Brasil. Queremos criar uma plataforma sobre economia verde, erradicação da pobreza e o tema principal que é desenvolvimento sustentável.”

De acordo com Marcos Terena, o Brasil tem 600 mil indígenas divididos em 240 povos e 180 línguas.

A próxima reunião preparatória da Rio + 20 deve ocorrer em fevereiro.

 

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