Ban promete apoio a Madagáscar, após assinatura de acordo

22 setembro 2011

Secretário-Geral apela à implementação de novo entendimento com vista à realização de eleições; na ONU, presidente de Moçambique refere-se à importância da experiência do continente na mediação de conflitos.

[caption id="attachment_205153" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU saudou a assinatura de um acordo para solução da crise política em Madagáscar. Em comunicado, Ban Ki-moon apelou à implementação do entendimento com vista à realização, em breve, de eleições livres e justas.

O país está mergulhado numa crise política desde o início de 2009, que culminou com o exílio do ex-presidente Marc Ravalomanana. O antigo líder foi deposto num golpe de estado liderado por Andry Rajoelina, o actual presidente interino.

Roteiro

No sábado, um roteiro foi assinado pelos partidos políticos do país do Oceano Índico, como parte do acordo mediado por representantes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Sadc.

No seu discurso na Assembleia Geral, em Nova Iorque, o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, elogiou o pacto e referiu-se à importância do historial do continente na mediação de conflitos.

Experiência Africana

“A experiência africana tem provado que as várias iniciativas de mediação regional e sub-regional têm sido eficazes na prevenção, resolução e gestão de conflitos e tensões, bem como na manutenção da paz e estabilidade. Queremos saudar a recente assinatura, pelos autores políticos do roteiro rumo ao retorno à ordem constitucional em Madagáscar”, referiu.

O roteiro prevê o retorno incondicional do exílio de Ravalomanana e o estabelecimento de instituições de transição antes das eleições, de acordo com relatos da mídia.

Eleições Pacíficas

Depois de elogiar a assinatura do acordo, Ban Ki-moon destacou a necessidade da sua “plena implementação, a fim de abrir caminho para eleições pacíficas e credíveis".

O Secretário-Geral exortou todos actores políticos malgaxes prosseguirem rapidamente na composição de um governo de transição, e pediu o auxílio dos parceiros do país. Ban Ki-moon reafirmou o compromisso contínuo da ONU em ajudar a ilha nos esforços de consolidação da paz.

No final de 2009, os principais grupos políticos assinaram um acordo de partilha do poder que fracassou antes da sua implementação.

 

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