Ban Ki-moon convida Armando Guebuza para ser Campeão da Educação

21 maio 2013

Secretário-Geral fala de progressos alcançados pelo país na área;  segundo dia da visita ao país marcado por palestra a estudantes de relações internacionais , encontros com com líderes governamentais e com o recém-criado Conselho de Direitos Humanos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente moçambicano, Armando Guebuza, aceitou o convite do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para desempenhar o papel de Campeão da Educação.

A informação foi dada pelo chefe da ONU em Maputo, num discurso feito no segundo dia da visita ao país. Ban destacou os progressos alcançados para promover a educação e a capacitação sobre género.

Contagem

O Secretário-Geral disse que o mundo está a menos de mil dias do prazo de cumprimento das Metas do Milénio, tendo lembrado que ele deu início à contagem decrescente para ação com vista a apoiar o seu cumprimento.

O encontro com o presidente moçambicano e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Balói, foi seguido de um evento na Escola Secundária Sansão Muthemba, nos arredores da capital moçambicana.

Pandemia 

Ban considerou na ocasião, que a violência contra mulheres e meninas é uma pandemia global. 

Ele contou ter sido inspirado a criar a campanha UNiTE, para por fim ao que chamou “doença que mata as sociedades por dentro.”

Numa palestra com estudantes de relações internacionais, Ban disse que o país é uma terra de esperança, por ter ajudado a mostrar ao mundo como fazer a transição do conflito para a paz.

Após 16 anos de guerra civil, terminada em 1992, Ban disse ter tido a oportunidade de ver a passagem de um cenário de destruição para um cenário de desenvolvimento.

Direitos Humanos

Numa reunião com Conselho de Direitos Humanos, Ban disse que o povo espera que a instituição desempenhe um papel fundamental no combate à corrupção.

Quanto às expectativas em torno da instituição, o Secretário-Geral  também apontou a  garantia do respeito pelos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

Inclusividade

Ban lembrou que o órgão teria o poder para investigar as alegadas violações dos direitos humanos e emitir recomendações. Ele elogiou a

natureza inclusiva de todos os membros da Comissão e, especialmente, a representação da sociedade civil.

Ao conselho, Ban pediu que proteja a sua independência por ser crucial para a sua credibilidade pública, legitimidade e eficácia.

Oportunidades

As autoridades de Moçambique foram, igualmente, recomendadas a maximizar as oportunidades e a minimizar riscos sociais e económicos com a descoberta recente de novos recursos naturais.

Os últimos confrontos na República Democrática do Congo foram abordados pelo chefe da ONU com as autoridades moçambicanas.

Ban Ki-moon enfatizou a necessidade de implementação do Quadro para Paz, Segurança e Cooperação, tendo anunciado que a 26 de maio na capital etíope, Adis Abeba, vai abordar o assunto com líderes dos países envolvidos no pacto assinado em fevereiro.

 

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