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ONU abriga exposição sobre história do Cristo Redentor

Uma exposição sobre a história do Cristo Redentor foi inaugurada, nesta segunda-feira, na sede da ONU em Nova York. O evento é parte da campanha para tornar a estátua uma das novas sete maravilhas do mundo.

A ONU não está associada à iniciativa da campanha, que é administrada por uma ONG canadense chamada “As Novas 7 Maravilhas do Mundo”.

A curadora da exposição “Christo Redemptor”, que se realiza num dos halls de entrada da ONU, é a bisneta do autor e arquiteto do cristo, Heitor da Silva Costa, Bel Noronha.

Nesta entrevista à Rádio ONU, ela disse que o bisavô, que era ateu, acabou se tornando cristão após finalizar o monumento.

“Ele na verdade cresceu, enfim, sendo ateu e que depois do trabalho com o Cristo ele se tornou cristão assim fervoroso pelos estudos, por todo o estudo, por todo o trabalho dele, que ele depois se torna uma pessoa super cristã”, declarou.

Um dos organizadores da exposição, o vice-presidente institucional da Casa Brasil, Reinaldo Paes Barreto, disse que, ao contrário do início da campanha, a estátua é vista hoje não como um símbolo simplesmente carioca.

“Por que o Cristo tem este lado tão internacionalmente emblemático? Porque contrariamente a certos monumentos que são a cara do local, o nosso não o é. O Empire State é a cara de Nova York. Eu imagino que, se eu fosse eleitor do Empire State, eu teria dificuldade de convencer uma pessoa da Carolina do Sul ou do Texas a votar no Empire State. Eu já não vejo nenhuma dificuldade em convencer um paraense, um gaúcho ou um capixaba em votar no Cristo”, afirmou.

A votação será encerrada em seis de julho, um dia antes do anúncio do resultado em Lisboa, numa cerimônia comandada pelo ator britânico Sean Connery.

Segundo a Casa Brasil, o Cristo Redentor, que fica no Rio de Janeiro e foi inaugurado em 1931, recebe cerca de 1,8 milhão de visitantes por ano.