Síria

Conflito na Siria causou destruição do sistema de saúde. Foto: OMS
Se uma vez mais for declarado que foram usadas armas químicas na Síria, a comunidade internacional precisará encontrar uma forma apropriada para identificar os responsáveis e faze-los prestar contas. Se não for usada essa via, estaremos permitindo o uso impune de armas químicas.

António Guterres, secretário-geral da ONU

Contexto

O conflito da Síria começou em março de 2011 e obrigou mais de metade dos habitantes do país a fugir das suas casas. Cerca de 5 milhões  de pessoas já deixaram o país e outros 6 milhões vivem como deslocados internos. A crise síria é considerada o pior desastre humanitário atual. Mais de 13 milhões de pessoas precisam de assistência devido aos confrontos que causam sofrimento a homens, mulheres e crianças. 

Ajuda Humanitária

Mais de 250 mil pessoas foram mortas e outros cerca de 1 milhão ficaram feridos desde o início da crise em 2011. Mais de metade dos sírios foram obrigados a abandonar suas casas, até por várias vezes, o que tornou o país a maior crise de deslocamento global. As violações e abusos dos direitos humanos continuam a ocorrer no contexto da insegurança generalizada e violando leis internacionais. A ONU trabalha com parceiros para prestar ajuda humanitária aos necessitados. 

Mecanismo

Em 21 de dezembro de 2016, a Assembleia Geral da ONU estabeleceu o Mecanismo Internacional, Imparcial e Independente "para coletar, consolidar, preservar e analisar evidências de violações do direito internacional humanitário e violações e abusos de direitos humanos e preparar arquivos para facilitar e agilizar processos criminais justos e independentes. Essas tarefas devem ser realizadas em cortes internacionais ou tribunais nacionais, regionais ou internacionais que tenham ou possam, no futuro, ter jurisdição sobre esses crimes ".  

Diálogo

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, tenta aproximar as partes para um diálogo à mesa de negociações para o fim da guerra. As conversas mais recentes ocorreram nos meses de fevereiro, março, maio e julho de 2017 em Genebra.

Nos termos da Resolução 2254 (2015) do Conselho de Segurança as áreas das negociações incluem a governança, o cronograma e o processo para redação da nova Constituição e a realização de eleições como base para um processo liderado pelos sírios. As discussões também incluem  as estratégias para combater o terrorismo.

Em 2016, as partes envolvidas no diálogo se reuniram em Genebra em fevereiro, março e abril. Reuniões  paralelas também  tiveram lugar em Ancara, na Turquia, em dezembro de 2016 com o apoio da Rússia, da Turquia e do Irã. O resultado foi  um cessar-fogo  iniciado em 30 de dezembro de 2016. 

Entre janeiro e maio de 2017 foram realizadas conversas em Astana, no Cazaquistão, também convocadas pelos grupo de três garantes: a Rússia, a Turquia e o Irã. O resultado foi um acordo para criar quatro zonas para redução da violência .

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