FMI não prevê fim do choque de matérias-primas nesta década

10 maio 2016

Vice-diretor-geral do órgão vê possibilidade de uma nova queda de custos dos bens básicos; políticas adequadas consideradas alternativas para continuação do ritmo de crescimento da região.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O vice-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, FMI, disse que não prevê o fim do choque de matérias-primas ainda esta década.

Falando esta segunda-feira na Universidade de Strathmore, no Quénia, David Lipton lembrou que em um ano e meio os preços do petróleo "diminuíram mais do que em qualquer outro período desde 1970".

Minério de Ferro

Para ele, a situação observada até o fim de 2015 é a mesma para os outros bens básicos. Um exemplo é o minério de ferro que teve uma queda ainda maior que a do petróleo.

Apesar da atual recuperação dos custos, Lipton aponta que não deve ser descartada uma nova baixa de custos das matérias-primas que "deverá minar ainda mais as previsões de crescimento das nações produtoras".

O FMI prevê que a economia africana tenha uma expansão de 3% em 2016, após a queda para 3,5%  em 2015. O nível é considerado o mais baixo dos últimos 15 anos.

Políticas

Entretanto, o representante disse haver razões para acreditar que África possa continuar a crescer e a desenvolver-se com uma resposta política apropriada.

David Lipton lembrou o período que ficou conhecido como a África em Ascensão. Desde 1995, as economias da região tiveram um "forte crescimento e uma melhoria impressionante do desenvolvimento social e humano".

Crescimento

Lipton citou realizações como o facto de mais de dois terços dos 45 países da África Subsaariana terem somado 10 ou mais anos de crescimento sem interrupção que beneficiou milhões de africanos.

Os feitos incluem populações mais instruídas, redução acentuada de mortalidade infantil e aumento do comércio em resposta à procura dos mercados emergentes com destaque para a China.

Investimento

O representante disse que a notável melhoria dos indicadores económicos e sociais ocorreu graças a melhoria na governação que favoreceram um ambiente de negócios e macroeconómico mais favorável ao investimento.

O outro motivo foi o aumento do valor das matérias-primas, que beneficiou os exportadores de recursos naturais especialmente os oito potências petrolíferas da região incluindo Angola.

 

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