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Crianças devem participar de ações para combater violência online

Dois meninos asiáticos em uma casa em Cebu, Filipinas, olham juntos para um tablet vermelho. Ao fundo, uma mulher toca guitarra acústica.
© Unicef/Joshua Estey Conteúdo ressalta necessidade crítica e urgente de garantir um ambiente digital seguro, inclusivo e capacitador para crianças.

Crianças devem participar de ações para combater violência online

Cultura e educação

Conclusão foi apresentada em relatório no Conselho de Direitos Humanos; publicação afirma que a prevenção deve ser prioridade; para garantir inclusão, documento ganhou versão simplificada.

Nesta quinta-feira, o Conselho de Direitos Humanos abordou formas de garantir um ambiente digital seguro e inclusivo para crianças, bem como avaliou esforços para ajudar menores afetados por conflitos armados.

A representante especial do secretário-geral sobre Violência contra Crianças, Najat Maalla M'jid, apresentou seu relatório destacando que as múltiplas crises globais aumentaram a vulnerabilidade de crianças carentes.

Duas crianças olham para a tela de um smartphone enquanto estão sentadas nos degraus ao ar livre.
© UNICEF/Patricia Willocq Violência online pode causar danos à saúde mental, com quadros de ansiedade e depressão

Versão para crianças

Os destaques do relatório também foram publicados em uma versão ilustrada, com uma linguagem acessível aos jovens. O documento em inglês pode ser encontrado no site do Conselho de Direitos Humanos.

O conteúdo ressalta necessidade crítica e urgente de garantir um ambiente digital seguro, inclusivo e capacitador para crianças.

O relatório incluiu três mensagens principais: os riscos de danos às crianças no ambiente digital que estão surgindo e se espalhando rapidamente, a prevenção proativa como prioridade e trazer as crianças na construção de soluções.

Dados do relatório

Embora o texto destaque os benefícios em ampliar o acesso a conectividade para os jovens, como aprendizagem e informação, o relatório alerta para riscos, como a exposição a conteúdo para maiores, interações com criminosos e vazamento de dados.

Outro ponto abordado é o crescente cyberbullying, que é a forma digital de assédio. Segundo o documento, esse tipo de violência pode causar danos à saúde mental, com quadros de ansiedade e depressão.

As principais vítimas são meninas, que recebem ataques por conta de sua aparência, peso, sexualidade, raça e etnia, bem como status socioeconômico e muito mais. Elas também são mais propensas a serem vítimas de assédio e exclusão com base no gênero.

Uma jovem negra usa um smartphone enquanto está sentada em um parapeito em uma área de favela.
© Unicef/Karel Prinsloo Unicef colabora com empresas de tecnologia para tornar os produtos digitais mais seguros para as crianças.

Recomendações

O relatório conclui que para combater a violência digital, é importante priorizar a prevenção, deixando o ambiente virtual mais seguro.

Segundo o texto, as companhias de tecnologia devem engajar em ações para garantir que as crianças estejam em segurança quando visitam espaços online.

Por fim, além de trazer as crianças na construção de soluções, o relatório sugere que elas devem respeitar as regras e não incentivas comportamentos agressivos ou responder a ações negativas.